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Dialética Hegeliana, Práxis e Diaprax

Autor: Dean Gotcher, 1996
Recursos úteis para sua maior compreensão

Sinopse: O modo de pensar da Nova Era chama-se dialética e seu ambiente de enganação e manipulação é chamado de práxis. Esse modo de pensar está atualmente sendo usado nos sistemas educacionais, na segurança pública, na administração de empresas, na política e também nas igrejas. Esse processo combinado de dialética e práxis é um modo de se comportar, de pensar e de agir que é altamente especulativo e depende de uma atitude de contemporização por parte de todos os participantes, o consenso do grupo, que é obtido sob a liderança de um facilitador treinado. O consenso é a aprovação unânime do homem e a rejeição das leis de Deus como padrão para o comportamento individual e social. O paradigma da dialética rejeita a palavra de Deus como autoridade final e se volta para as fábulas e as opiniões dos homens. A chave para o pensamento dialético é o direito de questionar, zombar e ridicularizar o paradigma tradicional da didática, da autoridade e de toda a sociedade patriarcal instituída por Deus.

O Processo do Consenso pode ser rastreado até o Jardim do Éden, quando a serpente entrou em um diálogo com Eva a respeito da Palavra de Deus e a convenceu que a atitude correta a tomar era a da rebelião. Portanto, Lúcifer foi o primeiro facilitador.

Para o cristão evitar a contemporização e permanecer firme na verdade de Deus, é necessário compreender os objetivos e as estratégias de operação do Processo do Consenso, bem como toda a lavagem cerebral que produz na sociedade. Neste livreto, o autor Dean Gotcher explica o Processo Dialético, que é a base dos programas da educação progressiva (aprendizado por toda a vida), o Gerenciamento da Qualidade Total, o Policiamento Comunitário e o Movimento de Crescimento de Igrejas, as dinâmicas de grupo, dissonância cognitiva, mudança de paradigmas e seus papéis na reestruturação da sociedade. O propósito é ajudar os cristãos a se prepararem para resistir às pressões sutis e manifestas para se conformarem às novas crenças e valores globais e se tornarem “pensadores de grupo”. O autor refuta a cosmovisão moderna com autoridade, com uma pesquisa responsável e um sólido fundamento bíblico.
“Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. [Provérbios 3:5-6].

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.”

“Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”

“Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” [Romanos 1:16-32].
Prefácio

Devido aos muitos encontros em que tenho falado nos últimos anos, de onde muitas pessoas saíam sem entender direito o que tinha sido abordado, ou pensando se o que fora dito era algo “útil”, tornou-se necessário colocar em papel o que, para mim, é um processo não somente doloroso como também difícil de explicar. Se alguém aguardava uma oportunidade de me acusar de louco, certamente tem agora a chance de fazer isso. O assunto que estarei abordando neste pequeno trabalho é, para mim, exatamente isto — loucura. Tolice seria uma palavra mais apurada, especialmente em relação àqueles que passaram suas vidas planejando a implementação de um processo como esse sobre a humanidade. Como você pode explicar algo que parece sábio, mas, na realidade, é insano, especialmente para as pessoas que só querem saber daquilo que faz sentido? Estou preparado para ouvir de algumas pessoas com as quais compartilharei estas informações algo como: “Desculpe-me, mas tenho de ir lavar a louça!” Qualquer resposta desse gênero serve. Todos nós temos coisas melhores para fazer em nossas vidas do que lidar com essa loucura. Mas cá estamos nós e, se nada for feito, a loucura dominará nossas vidas.

Este é um projeto apressado, não somente porque o tempo para uma reação parece estar acabando, mas também porque eu pessoalmente já tive o bastante disso, e muitas vezes, quero desesperadamente me afastar. “Vá aproveitar a vida!” algumas vezes vem à minha cabeça. Parece que os peregrinos foram os que tiveram essa oportunidade. Eu não acredito que exista algum lugar para se fugir desse processo nos dias de hoje. Entretanto, meu refúgio é verdadeiro e seguro. Apesar de toda essa minha reclamação, Deus sempre se mostrou fiel. Algo que não posso dizer com relação a mim mesmo ou meus companheiros humanos.

Eu compartilho em todas as apresentações que “o mais importante evento que ocorreu na minha vida foi quando eu me entreguei ao Senhor Jesus Cristo”. É Nele que recebo a alegria, a paz e o amor que me sustentam no meio desta geração perversa. Percebendo que esta geração inclui eu mesmo, é extremamente maravilhoso que Ele me perdoe mesmo que eu falhe com Ele repetidas vezes. Isso é algo que os psicólogos sociais nunca serão capazes de aceitar, pois a minha salvação não reside na área cinzenta da lógica humana, onde os fatos se tornam ambíguos, os sentimentos se tornam ambivalentes e a justificação se torna automática. Minha salvação não reside em “pensamentos de ordem elevada” ou na “unicidade cósmica”, mas nas palavras práticas “Está escrito” e “Está consumado!” e Naquele que proferiu essas palavras mais de 2000 anos atrás. Ele me deu Seu repouso, não a dissonância cognitiva, o estresse caótico e de gerenciamento de conflitos promovido pelos psicólogos sociais da atualidade.

Os assim-chamados sábios dos dias de hoje podem procurar controlar nossas escolas, nossas empresas e a política, mas um dia eles perceberão que não controlam a eternidade. Com seus suaves “Esta é a sua opinião!” em resposta a “Está escrito” e “está consumado!”, tudo o que posso dizer é: “No dia do julgamento, qual ponto de vista será o mais importante, o seu, o meu, ou o de Deus?” Eu me protejo no fato de que Deus nos disse somente para vestirmos Sua armadura e nos mantermos ocupados até Seu retorno, confiando e obedecendo à Sua palavra, e não buscar nossa própria salvação na unidade com o cosmos, que parece ser tão prevalente não somente no mundo, mas também na igreja nos dias de hoje.

As informações a seguir não são sobre a armadura de Deus, mas sobre o esquema pelo qual o grande enganador planeja remover nossa atenção da disponibilidade e poder dessa armadura. Com grande tristeza observo que muitos cristãos estão participando da remoção dessa armadura em prol da harmonia mundial. Eles estão enganados e estão tendo prazer em enganar os outros. Sejamos sábios e retornemos ao Senhor e à Sua palavra. Afinal, é somente Nele que encontramos o verdadeiro e único propósito da vida. Em João 14:6, Jesus Cristo disse que é o caminho, a verdade e a vida, e qualquer um que tentar guiar aqueles que Lhe pertencem por outro caminho, não é nada mais do que um ladrão e salteador (João 10:1).

Basta ler 2 Pedro 2:1-22 para entender o desprezo de Deus por aqueles que usam outros caminhos na igreja. As páginas seguintes lhe dirão como outro caminho está sendo usado não somente no mundo, mas na igreja hoje em dia. (Mateus 7:13-14) Ai daqueles que usam a noiva de Cristo para seu próprio ganho.

– Dean Gotcher

Agradecimentos

Embora este material de pesquisa não tenha sido produzido por um comitê, existem muitas pessoas que contribuíram para a sua produção. Eu tenho de admitir que muito do seguinte material é o resultado da leitura de mais de 600 livros de psicologia social, escritos por mais de 250 autores diferentes. Fiz meu dever de casa. Mas o verdadeiro entendimento veio após 8-10 horas de leitura diária. Diversas vezes eu acordava às 2 ou 3 da madrugada com um novo entendimento, ou uma frase como “Quem define os termos controla a sua vida.” Sem esse esclarecimento de Deus eu não estaria mais adiantado em minha compreensão do que estava seis anos atrás, quando iniciei minha pesquisa sobre o que estava acontecendo ao meu redor nas áreas da educação, administração, política e religião. As respostas às minhas perguntas vieram da Palavra de Deus. Na verdade, este trabalho nada mais é do que uma confirmação da Palavra de Deus; ela revela claramente o processo que está sendo utilizado hoje para remover nosso desejo de confiar em Deus e obedecer à Sua palavra.

Agradeço à minha mulher, Karen, e aos meus filhos Rosanna, Kenneth e Elizabeth, por terem me suportado enquanto eu lutava para encontrar a causa que estava por trás da minha quase total perda de fé no Senhor. Isso aconteceu comigo enquanto tentava obter uma graduação de professor em uma faculdade “cristã”, cerca de 25 anos atrás. Agradeço à minha mãe, Mabel Gotcher, à minha irmã mais velha Mary Richard, ao meu genro Jason Ward e a meu pastor, Bill Yeakey, pelo seu apoio em orações e encorajamento pessoal. Este trabalho não seria tão claro quanto está se não fossem pelos olhos criteriosos de Renee Gotcher e Jack Philips. Agradeço imensamente; vocês sabem como fazer uma pessoa se sentir bem.

Sem os ensinos do Dr. David Poteet sobre história européia, que me deram um embasamento histórico e espiritual a partir do qual trabalhar, eu não teria sido capaz de avaliar com clareza os acontecimentos na sociedade atual. Após quatro anos de pesquisas solitárias, muitas vezes pensando que eu era o único que enxergava o que está acontecendo (o que poderia fazer com que qualquer um questionasse sua sanidade), Phil Ring me ligou e revelou que eu não estava sozinho, que ele via as mesmas coisas, afirmando que minha mente estava sã. Ele é a única pessoa para quem posso telefonar hoje e que realmente entende do que estou falando. Jack Philips, embora não possua relação de sangue, é como um pai para mim. Seu sólido senso empresarial, seus conselhos sábios e sua visão madura sobre a vida seriam o bastante para que eu lhe fosse grato, mas por sua compaixão em fazer o que é certo, não somente para sua família, mas também para sua comunidade, me fazem querer passar mais tempo perto dele. Todos nós precisamos de amigos como esses.

Nem sempre é muito inteligente agradecer àqueles que ajudaram no caminho ao longo de qualquer jornada, especialmente quando são muitas pessoas, porque você eventualmente sempre se esquece de alguém. Alguns podem nem querer ser mencionados após a leitura deste trabalho, considerando o tipo de resposta que poderei receber. À luz dos tempos em que vivemos, quando existem aqueles que coletam listas de pessoas para direcionar seu ataque (remediação), manterei minha lista em meu coração. Vocês sabem quem são.

Eu digo aos meus amigos que gosto das companhias que mantenho. Existe um remanescente fiel por aí. Existem aqueles que estão no campo de batalha e não estão fugindo, aqueles que se recusam a retirar a armadura de Deus. Tenho o privilégio de tê-los conhecido e me sinto pequeno perto de sua fé e coragem. Muitas vezes, secretamente admito para mim mesmo que não poderia fazer o que eles fazem. Oro para que este trabalho possa ser encorajador para eles e para outros que são iguais a eles. Seria uma honra poder reuní-los em um mesmo lugar para que todos pudéssemos nos conhecer. Terei de deixar isso nas mãos do Senhor, pois sei que Ele tem uma bela reunião planejada — e com todas as despesas pagas.

Agradeço a todos vocês que estão arriscando suas reputações, aqueles que têm a coragem de organizar palestras para mim, me mandam material de pesquisa, me contatam buscando informações, e me encorajam a continuar compartilhando estas informações, sem deixar o Senhor Jesus Cristo de fora. Muito obrigado!

– Dean Gotcher

Índice

Diaprax e o fim dos tempos

Os psicólogos sociais e o sonho americano

A busca por qualidade

Aprendizado permanente: A ética da Nova Era

Diaprax: a busca pela satisfação das necessidades pessoais e sociais “sentidas”

A história de diaprax

A doença mental de Nova Era de diaprax

A Educação Progressiva (ou Pragmática) esta baseada em diaprax

Para conquistar e manter o respeito aos olhos dos homens, as escolas, faculdades e ministérios cristãos estão usando e ensinando diaprax

O trem que não deixa nenhum passageiro descer

De acordo com Hegel, o espírito é a razão

Você, uma sala repleta de pessoas, um facilitador e diaprax

Os psicólogos sociais — “potenciais criadores de desastres”

A dialética multidimensional torna-se diaprax nas mãos dos psicólogos sociais

O homem caído está preso à diaprax; o homem redimido não está

As instituições cristãs estão edificando sobre o fundamento de diaprax

Como diaprax está estruturada

Como diaprax vê a realidade

Visão tradicional da realidade

Visão transicional da realidade

Visão transformacional da realidade

A busca dialética por unidade cósmica: “Teu és tu, tu és teu”

Diaprax: autoridade dissimulada — “Você tem de servir a alguém, mas não pode servir a dois senhores”

Quando os psicólogos sociais controlam a distribuição-troca, eles controlam a sociedade

As letras graúdas dão e as letras miúdas retiram

A geração perdida

As três fases da “aldeia global”

Fase 1: “A Interrogação da Tese”

Fase 2: “Controle do clima, ou do ambiente, para o propósito de criar relacionamentos ”

Fase 3: “Aprendizado Permanente — o resultado desejado”

O ambiente de diaprax

Consenso dos procedimentos: Antes que diaprax possa reinar, a “primeira causa” precisa estar disposta a abdicar

O líder precisa facilitar, não ensinar

Aquele que define os termos controla a sua vida

As respostas estão nas perguntas

A caixa de diaprax (Caixa de Pandora)

Diaprax e fatos

Diaprax e sentimentos

Diaprax e raciocínio

Diaprax em sessão

Diaprax e auto-estima: Elogios que insultam

Espontaneidade e regras

O pensamento de alta ordem nas questões morais não é nada mais do que o homem tentando justificar o pecado

Bibliografia de pesquisa
Dialética e Práxis
Dialética: Usar o diálogo como uma maneira de resolver as posições conflitantes. Sintetizar uma tese com seu inverso, ou antítese. Tese + Antítese = Síntese. (A + não-A = A).

Práxis: Praticar a experiência de especular, conjecturar, teorizar, etc.

Diaprax: O ímpeto dialético para a unidade por meio do uso “controlado” da dissonância cognitiva, dentro do ambiente social da práxis. A prática da dialética.

– Dean Gotcher
Diaprax e o Fim dos Tempos

Existe um grande movimento para mudar a forma como as pessoas pensam. Alguns chamam isso de “reaculturação do Ocidente”, outros chamam de “reinventar o governo”, e outros ainda se referem a isso como “ser competitivo em uma economia global”. Esse esquema que os psicólogos sociais planejaram para a educação, as empresas e a política consiste de três fases: 1) Consciência de “classe-social”; 2) “Mobilidade social” sustentável, e 3) “Igualdade de oportunidade” perpétua. A razão que está por trás desses psicólogos sociais é simplesmente o ressentimento de ter alguém com autoridade dizendo-lhes o que devem fazer. É uma rebelião contra a autoridade. É uma rebelião contra Deus — Intelectualizada.

Essa atitude vem desde antes da experiência de Adão e Eva no Jardim do Éden e, como você verá, “justifica-se” de acordo com um determinado método “científico” de pensar. Este trabalho é sobre essa maneira de pensar da Nova Era, a dialética, e seu ambiente de enganação e manipulação, chamado práxis. Essa maneira de pensar está atualmente sendo usada nas áreas educacional, empresarial e política em todo o mundo. A resposta para os problemas mundiais, segundo aqueles que cultuam esse processo, não se encontra na maturidade, mas na adolescência — não se encontra no que “é”, nem se encontra no que “deveria ser”, mas, ao contrário, encontra-se na combinação dos dois: o “potencial”.

Essa “nova” forma de pensar está tomando conta de todo o mundo por meio de seu uso na educação, na administração empresarial, na política e na religão. Seja promovida por organizações como a NEA (Associação Nacional dos Evangélicos), as Câmaras do Comércio locais, a Organização das Nações Unidas, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), ou por meio de programas de concessão de bolsas, como Goals 2000 e School to Work (Escola Para o Trabalho), esse processo está tendo efeito direto em nossas vidas. Pesquisadores em todos os EUA estão nos alertando agora sobre o perigo desses programas. Este trabalho é sobre o processo que está por trás desses programas. Se você estiver se perguntando “O que é isto”, “Como isto me afetará?” ou “O que posso fazer a respeito disto?” as próximas páginas são para você.

Os Psicólogos Sociais e o Sonho Americano

O psicólogo social James Coleman, que tem uma grande influência na Corte Suprema dos EUA, escreveu o livro The Adolescent Society: The Social Life of the Teenager and its Impact on Education (A Sociedade Adolescente: a Vida Social do Adolescente e seu Impacto na Educação) (pág. 313, ênfase adicionada):

“A família precisa estar preparada para lidar com a sofisticação social precoce do adolescente. A mídia de massa e uma cada vez maior gama de experiências pessoais dão ao adolescente sofisticação social em uma idade precoce, tornando-o incapaz de exercer o papel de criança obediente na família.”

Para que a “Igualdade de Oportunidade” se torne parte do sonho americano, a família tradicional precisa ser enfraquecida.
Se a família pudesse resolver essa situação (o vão entre as gerações, produzido artificialmente), Coleman acredita que isso atrapalharia a “Igualdade de Oportunidade”. Ele continua:

“A Igualdade de Oportunidade torna-se ainda maior com o enfraquecimento do poder da família.”
Ele revelou seu sonho sócio-psicológico para a América: “Igualdade de Oportunidade”. O sonho dele não pode ser alcançado se as pessoas continuarem a manter seus sonhos de ter uma família tradicional, estruturada em torno de uma figura de autoridade. Coleman acrescentou:

“Logo, a estratégia de fortalecer a família para atrair o adolescente de volta para ela enfrenta sérios problemas, assim como algumas questões sobre a vontade de que isso aconteça.”

“A outra estratégia possível é exatamente o contrário disso: aceitar a sociedade adolescente como ela é, e então usá-la para expandir os fins da educação adolescente. Em vez de trazer o pai de volta para brincar com seu filho, essa estratégia reconheceria que a sociedade mudou e tentaria aprimorar as instituições criadas para educar o adolescente no seu caminho para a vida adulta. Para que isso possa ser feito, é preciso entender como a sociedade dos adolescentes funciona e, além disso, saber como os rumos dela podem ser mudados.”

Temos de nos definir como pessoas que raciocinam antes de seguir o caminho de uma crença e que podem raciocinar para deixar os caminhos das crenças. — Critical Thinking: What Every Person Needs To Survive In A Rapidly Changing World, Richard Paul, pág. 211.
Richard Paul, outro influente psicólogo social, escreveu em seu livro Critical Thinking: What Every Person Needs to Survive In A Rapidly Changing World (Pensamento Crítico: O Que Toda Pessoa Precisa Para Sobreviver em um Mundo em Rápida Transformação), pág. 100:

“As crianças podem e devem aprender a tomar suas decisões de maneira pensada e reflexiva, mas só farão isso se seus pais e professores reconhecerem o problema criado pela inculcação de crenças. Como podemos ensinar a motivação dialética e pavimentar o caminho para a emancipação humana?”

“O ambiente da sala de aula deve ser estruturado de forma que os estudantes se sintam encorajados a tomar suas próprias decisões… os professores devem proteger seus alunos da pressão para se conformaram aos pares ou à comunidade [pais, ministros, polícia, etc].” (pág. 113).

Ela [a comunidade americana] pode ainda não ter percebido que não existe um “retorno aos princípios” na educação. — National Education Goals Panel Community Action Toolkit, setembro de 1994. (Manual de treinamento para o programa Goals 2000, ênfase adicionada)
“Somente fazendo aflorar as próprias idéias da criança nos cenários da dialética e da dialógica é que a criança pode começar a reconstruir e progressivamente transcender os conceitos [dos pais, professores, etc.]. Temos de aprender… a identificar não com o conteúdo das nossas crenças, mas com os processos pelos quais chegamos até elas. Temos de nos definir como pessoas que raciocinam antes de seguirem o caminho de uma crença e que podem raciocinar para deixar os caminhos das crenças. Para isso, precisamos aprender a agir de forma dialógica e dialética.” (pág. 211; ênfase adicionada).
O Ímpeto por Qualidade

No mundo dos négocios existe uma tendência a desenvolver “qualidade”. Para fazer isso, os manuais de administração lembram os gerentes da necessidade de “reforçar o acordo” que eles têm com líderes de departamento “que nenhuma área é sagrada”, e que eles precisam “impor a abordagem cientifica” (a dialética). Como esse processo não lida somente com o que as pessoas produzem, mas também com o modo como elas pensam e se relacionam em seu ambiente de trabalho (que agora inclui o lar), a frase “nenhuma área é sagrada” toma um tom ominoso. Todos deveríamos ficar bastante preocupados.

Na maneira tradicional de se enxergar as coisas, a qualidade é usada para descrever a perfeição como um produto, como um carro ou uma boneca é produzido. Na maneiratransformacional de pensar, a qualidade incorpora o ambiente total do item — os relacionamentos de todas as pessoas que projetam, constroem, embalam, vendem, oferecem serviços e usam um produto, incluindo você (holística).

Educação Continuada (ou Por Toda a Vida): A Ética da Nova Era

Precisamos entender que a Educação Continuada (ou Aprendizado Por Toda a Vida) não está preocupada com o quanto as pessoas sabem (a maneira tradicional de progredir) —por meio da avaliação e manipulação das coisas (quantidade). A Educação Por Toda a Vida está preocupada em como as pessoas pensam (o modo transformacional de progredir) — por meio da avaliação e manipulação das pessoas (qualidade).
A dialética é uma maneira de pensar utilizada pelos “intelectuais” para avaliar como as pessoas pensam; para prever o ambiente mais eficiente para se mudar o modo como as pessoas pensam.
Na edição de primavera da Education Record (1994), o presidente Bill Clinton declarou: “Para que a Educação Continuada se torne realidade, uma nova ética terá de ser introduzida na mente do povo americano.” Essa nova ética está baseada na maneira dialética de pensar, experimentada na práxis. Essa nova ética está até mesmo sendo utilizada para unir a igreja, mudando o foco da igreja e convencendo que para ajudar a salvar o mundo no século 21, ela terá de superar o obstáculo da segunda vinda de Cristo — o julgamento de Deus sobre o homem por sua busca pela unicidade cósmica e pelo pecado. Erik Fromm e outros psicólogos sociais com essa mesma mentalidade ética vêem Satanás, e não Cristo, como o libertador da humanidade, aquele que salva o homem, dando-lhe uma oportunidade de ser igual ao Criador (igualdade de oportunidade) e permitindo que ele se liberte questionando o “autoritário” Criador — “É assim que é”, “Faça o que eu digo”, “Porque eu digo assim”, que promove uma ordem inferior — o modo de pensar “Deus disse, eu acredito, e isto basta.” Eles vêem Lúcifer como aquele que deu a Adão e Eva o direito de “serem eles mesmos” e o direito de “descobrirem seu potencial total”. Não estou brincando quando digo que essa é a etapa final para a reaculturação do Ocidente.

Diaprax: A Jornada em Busca da Satisfação das Necessidades “Sentidas” no Relacionamento Social e Pessoal

A dialética é um modo de pensar usado pelos “intelectuais” para avaliar as necessidades pessoais e sociais “julgadas” indispensáveis. A primeira consideração do pensamento dialético é em como as pessoas se relacionam umas com as outras. Essa é a necessidade pessoal que cada indivíduo tem de relacionamento social. O foco na satisfação dessas necessidades não está naquilo que você pensa quando pensa nos outros — essa é a maneira monodimensional ou tradicional de pensar (didática) — mas como você pensa nos outros — essa é a maneira multidimensional ou transformacional de pensar (dialética). Os “outros” em que você pode pensar não incluem somente família, amigos, comunidade, idéias estabelecidas, comportamento normal e maneiras tradicionais de fazer as coisas, mas também os estranhos, os inimigos, os estrangeiros, as idéias inovadoras, o comportamento ousado, e novas ou diferentes maneiras de se fazer as coisas.

Esses assim-chamados especialistas então “dialetizam” as informações que coletaram de você para que então possam predizer ou estimar a “melhor” maneira em que podem “ajudá-lo” a resolver suas próprias necessidades pessoais e sociais de relacionamento. Eles acreditam que por meio do uso das técnicas dialéticas de modificação de comportamento interpessoal/intrapessoal, todo ser humano eventualmente estará melhor preparado para um “mundo em rápida transformação”.

Essas necessidades de relacionamentos pessoais e sociais são mais do que nossas necessidades físicas e necessidades de conhecimento, mais do que uma pessoa conhece (quantidade). As necessidades de relacionamentos pessoais e sociais, sendo avaliadas, de acordo com o processo dialético, precisam também incluir as necessidades emocionais ou de relacionamento — como uma pessoa se relaciona (qualidade). Portanto, aqueles que usam a dialética estão mais preocupados com as “necessidades sentidas”. Em todo este trabalho deve ser entendido que as necessidades de relacionamento pessoal e social sempre implicam em necessidades sentidas, não apenas necessidades físicas (sobrevivência ou segurança) e necessidades de conhecimento (informação ou consciência).
Não é possível participar da dialética e práxis e manter a fé em Deus.
A maneira dialética de pensar é mais comumente mencionada como Técnicas de Pensamento de Alto Nível (chamada por alguns de HOTS, a partir da abreviação do inglês High Order Thinking Skills). Ela ocupou as mentes de apenas um pequeno e limitado segmento da nossa sociedade antes da virada do século 20. Foi somente quando a práxis foi implementada nos anos 30 que o processo dialético saiu do circulo de filósofos, professores radicais, teólogos liberais e políticos socialistas e entrou na arena pública.

Quando a práxis se tornou uma parte do brinquedo dialético dos “intelectuais”, grandes mudanças sociais começaram a acontecer em nossa sociedade. O processo combinado dadialética e práxis tornou possível para os intelectuais com mentalidade socialista atingir não apenas as universidades, mas também as escolas públicas e privadas, as grandes empresas, os pequenos negócios, os governos municipais, estaduais e o federal, a igreja, e até mesmo os lares.

Esse processo combinado de dialética e práxis é uma maneira altamente especulativa de se comportar, pensar e agir. Ele depende de uma atitude de contemporização de todos os participantes com relação a um problema social comum, produzindo tolerância favorável à ambigüidade. Ele procura um esforço cooperativo em superar as diferenças em um esforço para encontrar um acordo nas necessidades de relacionamentos pessoais e sociais (o consenso do grupo). Ele considera o uso de técnicas do raciocínio humano, ou Técnicas de Pensamento de Alto Nível, na resolução de problemas pessoais e sociais, como a coisa mais importante. Ele ajuda a determinar qual é a “melhor” ou “mais racional” solução para os problemas de relacionamento pessoal e social. Isso não significa que a solução encontrada seja “fato” ou “verdade” (absoluta), significa apenas que ela é aceitável para todos como uma possível solução que pode ou deve ser experimentada com relação aos sentimentos a fatos ambíguos.

Por causa da experiência do pensamento dialético combinado com práxis, não somente adultos, mas até mesmo crianças da pré-escola são agora capazes de usar técnicas de pensamento de alto nível para determinar para si próprios qual comportamento é “melhor” ou “mais racional”, capazes de usar técnicas de pensamento de alto nível para descobrir e ajudar no desenvolvimento de seus próprios potenciais humanos, e capazes de usar técnicas de pensamento de alto nível para “dominar” a mediação de conflitos da vida. Embora aqueles que usam e promovem esse processo o vejam como um meio de melhorar o mundo, como um cristão que crê na Bíblia, vejo isso como uma rebelião contra Deus e Sua Palavra.
“Livrar o homem do pecado” com a ajuda da dialética é, conseqüentemente, privá-lo da verdadeira salvação, de seu destino eterno.” — Rene Fulop-Miller, The Power and Secrets of the Jesuits, pág. 468.
A História de Diaprax

A estrutura fundamental da dialética, como a conhecemos hoje em dia, foi desenvolvida no fim do século 18 e início do século 19 por filósofos como Johann Fichte e Georg Wilhelm Friedreich Hegel. A práxis foi desenvolvida posteriormente, no inicio do século 20, pelos psicólogos sociais (marxistas transformacionais) como Georg Lukacs, Karl Korsch e Antonio Gramsci. Outros precederam esses homens com idéias similares, mas esses homens modificaram e cristalizaram as idéias de seus predecessores e manifestaram “novas maneiras” de olhar para as coisas.

Kurt Lewin, de Berlin, J. L. Moreno, de Wien, e membros do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt (Theodor Adorno, Erik Fromm, Max Horkheimer, etc.), juntos com outros da Europa, trouxeram esse modo de pensar para a América no inicio dos anos 30. Ele agora se tornou o “novo modo básico” de se pensar na educação, nas empresas e na política — substituindo o modo tradicional de fazer as coisas, o que é referido como mudança de paradigma. Isso não quer dizer que homens como John Dewey ou Max Weber não pensavam dessa forma — eles pensavam. No caso de Dewey, ele conhecia o raciocínio dialético e a experiência da práxis a partir de seu contato com homens com essa mentalidade enquanto estudou e viajou pela Europa. No entanto, ele só foi capaz de lançar o fundamento para os psicólogos sociais (agentes de mudança) que o sucederiam, como Kenneth Benne, Warrens Bennins, Ronald Havelock, Edward Glaser, Richard Bandler, Carl Rogers e Abraham Maslow.

Esses psicólogos sociais acreditavam que o homem e a sociedade só encontrariam a união por meio de uma experiência coletiva intelectual baseada no pensamento “cientifico” dialético. Eles acreditavam que a harmonia social e a paz mundial viriam somente com a união (síntese) de opostos, como o setor privado e o setor público, o indivíduo e o grupo, o pensador e o trabalhador, o aprendiz e o facilitador, o imaturo e o maduro. Eles acreditavam que isso só seria possível com a facilitação do pensamento dialético em um grupo de atividades criado por eles mesmos, que eu chamo de diaprax.

A Doença Mental de Nova Era de Diaprax

Chamo essa doença mental ‘progressista’, de Nova Era e socialista de diaprax (dialética + práxis). A dialética requer que todos seus usuários estejam inclinados a questionar quaisquer fatos ou posições previamente estabelecidas. Já a práxis requer que todos experimentem de maneira pessoal o comportamento dialético em um ambiente facilitado (sob a liderança de um facilitador), de pensamento de grupo, onde todos devem participar. O uso de diaprax leva ao abandono da fé em uma autoridade manifesta (Deus, pais, professores, nação, etc.), resultando em um desafio contra essa autoridade. O uso de diaprax cega o usuário de sua dependência de uma autoridade manifesta, resultando em uma dependência da autoridade dissimulada, em vez de confiar na autoridade manifesta. A autoridade dissimulada está preocupada somente em usurpar a posição da autoridade manifesta de influenciar os outros.

Diaprax leva a uma deficiência na capacidade de julgar e a um torpor moral. Embora alguns possam ver aqueles que usam diaprax como sendo “moralmente problemáticos”, eu os vejo como pecadores que se opõem à autoridade de Deus. Diaprax, ou a habilidade de raciocínio em ordem elevada, é apenas uma arte de justificar o pecado.Diaprax justifica a rebelião contra as autoridades manifestas e frustra a escolha entre o certo e o errado (certo e errado que estão estabelecidos, evidentes, conhecidos, fechados, e sujeitos à vontade da autoridade manifesta). Diaprax justifica a submissão a uma autoridade dissimulada e encoraja apenas a escolha de potenciais — potenciais que serão descobertos, potenciais ambíguos, desconhecidos, abertos, e sujeitos à mentira e à manipulação pela autoridade dissimulada. Portanto, soberania, jurisdição e direitos inalienáveis, todos os quais requerem uma autoridade manifesta, deixam de ser um assunto de interesse dentro da experiência do diaprax, exceto para serem alvo de zombaria e ridicularização.
“Nas questões práticas, as circunstâncias nos forçam a contemporizar.” — John Dewey, Experience & Education, pág. 17.

“Até aqui os filósofos somente interpretaram o mundo de diversas maneiras; a questão agora é transformá-lo.” — Karl Marx, Thesis on Feurbach: 11th Thesis.

“Uma mudança bem-sucedida inclui, portanto, três aspectos: descongelar (se necessário) o nível atual, avançar para o próximo nível, e congelar a vida grupal no novo nível.” — Kurt Lewin, Human Relations, pág. 34.

“As relações sociais incluem a idéia de se tornar (o homem muda continuamente com a mudança das relações sociais).” — Antonio Gramsci, Cadernos do Cárcere. [tradução nossa].
Enquanto que “sem fé é impossível agradar a Deus”, é impossível agradar a diaprax sem a dúvida. John Dewey chamava isso de “dúvida honesta”. Quando nós (ou nossos filhos) somos facilitados em como questionar a autoridade, os padrões pré-definidos, as verdades, ou fatos que produzem a dúvida, estamos aprendendo a questionar a Deus e a não ter fé Nele. Precisamos reconhecer o autor de diaprax e para quem ela foi criada para auxiliar o homem a servir: Satanás.

A Educação Pragmática, o Gerenciamento da Qualidade Total (TQM) e o Programa Escola Para o Trabalho (STW) Estão Todos Baseados em Diaprax

Todos os métodos contemporâneos de educação, administração empresarial e política (pública e privada) estão utilizando diaprax. “As Taxonomias de Bloom”, por exemplo, são dois livros que foram desenvolvidos com base em diaprax. No entanto, ambos os livros, Taxonomy of Educational Objectives: Cognitive Domain (Taxonomia dos Objetivos Educacionais: Domínio Cognitivo) e Taxonomy of Educational Objectives: Affective Domain (Taxonomia dos Objetivos Educacionais: Domínio Afetivo) estão sendo utilizados como base para treinamento em ensino, administração empresarial e administração pública. No primeiro livro, Bloom escreve: “Reconhecemos o ponto de vista que a verdade e o conhecimento são apenas relativos e que não existem verdades rígidas e rápidas para todos os tempos e lugares.” [pág. 32].
As Taxonomias de Bloom não são nada mais que satanismo secularizado e bruxaria intelectualizada.
Bloom e seus co-autores admitem que o propósito de sua obra é mostrar como “desafiar as crenças estabelecidas dos alunos”. No segundo livro, eles admitem que estejam “abrindo a Caixa de Pandora”, que não têm certeza se aquilo que estão fazendo é uma coisa boa, e que isso logo irá se tornar o foco de controvérsia. Você já conheceu algum administrador, gerente ou político que promovia o sistema de diaprax da Educação Progressiva (ou Pragmática), o Programa de Qualidade Total, e o programa Escola Para o Trabalho e que admitia o que eles realmente estavam fazendo? A maioria, creio eu, não sabe ou se preocupa em saber — e se soubessem, eles não lhe diriam.

Eu me refiro às Taxonomias de Bloom como satanismo secularizado e bruxaria intelectualizada. Essas obras requerem que todos que as utilizem façam exatamente o que Adão e Eva fizeram no Jardim do Éden: questionem a “Primeira Causa” (Deus). Para que todos descubram “seus verdadeiros eu” ou “o total potencial”, esses livros requerem a participação em diaprax com a ajuda de um facilitador especialista (Satanás). Qualquer pessoa que estude de verdade e realmente compreenda os livros de Bloom chegará à mesma conclusão. Parece que muitos cristãos em altas posições de influência, como pastores, administradores, conselheiros, etc., não se preocuparam em examinar totalmente aquilo que estão utilizando para levar adiante seu chamado.

Após ler centenas de livros de psicólogos sociais, como Abraham Maslow, Carl Rogers, Kurt Lewin, Warren Bennis, Antonio Gramsci, Lawrence Kohlberg, Ronald Havelock, Richard Bandler e Ronald Lippitt, as evidências são abundantes e a intenção é clara quanto ao uso que eles fazem desse processo. Embora alguns possam ingenuamente se referir a esse processo como a “reaculturação da América”, eu o reconheço como um plano deliberado dos psicólogos sociais de eliminar toda e qualquer fé e a obediência a Deus.

No entanto, apesar das evidências, os administradores e professores universitários cristãos não estão apenas voluntariamente ensinando outros professores e administradores a como pensar, sentir e se comportar de acordo com esses livros, mas também os estão treinando em maneiras de implantar diaprax em todos os níveis educacionais, tanto públicos como privados. Se essas escolas negarem tal fato, é muito provável que sejam ignorantes quanto ao funcionamento do processo, negando sua presença, ou estão simplesmente mentindo.

Para Obter e Manter o Respeito aos Olhos dos Homens, as Escolas, Universidades e Ministros Cristãos Estão Usando e Ensinando Diaprax

Em sua busca por segurança financeira e o desejo de ganhar ou reter o respeito dos homens, as instituições cristãs estão adotando diaprax — implementando-a como ela chega até eles por meio do processo de reconhecimento por parte do Ministério da Educação. Sem entender por completo o que estão fazendo (espero que seja apenas falta de conhecimento) eles estão abdicando de sua autoridade dada por Deus a respeito desse diaprax humanista.

Ao serem enganados a usarem a estrutura de diaprax para “ajudá-los” a promover a causa do cristianismo, os líderes cristãos estão apenas cobrindo esse processo diabólico com o conteúdo das Escrituras. Isso não apenas permite que diaprax continue seu trabalho de enganação e manipulação, mas também permite que cresça além dos limites em que possa ser impedida pelos líderes cristãos quando eles perceberem o caminho errado que seguiram.

Diaprax engana não somente os inocentes, mas também os “sábios” e estabelece todos eles em sua estrutura ímpia. Grandes ministérios cristãos estão sendo seduzidos conforme vão incorporando novas técnicas de administração baseadas em diaprax para ajudá-los a fazer o marketing de seus ministérios. Qualquer um que reclame quando vê isso acontecer é rotulado como um “resistente a mudanças”. O “atalaia sobre a muralha” precisa ser neutralizado para que diaprax permaneça sem ser detectada.

Muitos cristãos criteriosos ficam confusos e atormentados quando se encontram debaixo da liderança de pastores que em vez de pregar, facilitam e dialogam a Palavra de Deus. Eles ouvem a Palavra de Deus (conteúdo), mas sentem algo drasticamente errado na forma como ela é apresentada ou aplicada no ministério (na estrutura). Pelo fato de o conteúdo sempre estar baseado na estrutura, quando o conteúdo da Palavra de Deus é aplicado na estrutura de diaprax, eventualmente apenas as Escrituras que promovem e sustentam a construção de relacionamentos humanos serão enfatizadas, e os versos que podem atrapalhar o “crescimento” do ministério serão negligenciados, banalizados ou reinterpretados.

Em vez de nos instruir em conhecer, confiar e obedecer a Palavra de Deus, existe hoje uma ênfase em sentir e refletir em como podemos modificar ou redefinir a Palavra de Deus de modo a promover os relacionamentos humanos. As revistas da Escola Dominical estão usando diaprax para ajudar os cristãos a se relacionarem melhor entre si mesmos e com o mundo, pedindo que os alunos se concentrem no que eles pensam ou como se sentem com relação à Palavra de Deus. Isso é algo que o próprio Jesus Cristo nunca fez nem pediu que alguém fizesse, mas é algo que Satanás sempre faz e pede para que todos também façam.

O Trem Que Não Deixa Ninguém Descer

A dialética de Hegel foi a causa das duas guerras mundiais e muitas outras guerras entre elas e depois. Um historiador disse que, durante o século 20, todos os governos que usaram esse processo combinado foram responsáveis pela morte de mais de 250 milhões de seus próprios cidadãos. O aborto, como o Holocausto, não poderia ter se tornado lícito sem a ajuda do raciocínio dialético. Onde quer que esse processo tenha sido usado, ele produziu morte e desespero, ao mesmo tempo em que prometia vida e prosperidade.

Em algum lugar dentro do processo existe um botão que confunde a mente dos homens, entorpece seus sentimentos e congela suas respostas. Cientes de que algo está ganhando o controle sobre eles e não sendo capazes de explicar o que é, eles são incapazes de desenvolver qualquer reação que impeça o processo. Esse gatilho desliga a atenção dos homens do perigo iminente (história do passado ou história profunda, percepção profunda) e congela sua habilidade de resistir ao processo (indecisão). O torpor sentido pela pessoa vem do medo da possível alienação e da perda do respeito por causa da incapacidade de explicar a diferença entre o que a pessoa diz que acredita (preto e branco) e o que ela faz ou deseja fazer (área cinzenta). Isso produz sentimentos que não estão baseados na Palavra de Deus, mas que são na verdade baseados no medo de perder o respeito aos olhos dos outros. Esse tipo de temor evita que a pessoa tenha uma reação imediata ou eficiente. Esse medo não é de Deus, “Pois Deus não nos deu o espírito do medo, mas o do poder, do amor e de uma mente sã.” [2 Timóteo 1:7].

Ninguém que subiu nesse trem encontrou freios para fazê-lo parar. A história nos mostra que uma vez que esse trem sai da estação, não existem paradas para descer. A ajuda pode vir apenas de alguém de fora e com um grande custo para todos. Tivemos que salvar os europeus desse trem duas vezes, destruindo-o. Se nós mesmos subirmos nesse trem, quem virá nos salvar? E a que custo?
“É Necessário uma Aldeia Para Criar uma Criança”

“Não é o individualismo que completa o indivíduo, ao contrário, ele o destrói. A sociedade é o catalisador pelo qual a liberdade e a individualidade se tornam realidades.” — John Lewis, The Life and Teaching of Karl Marx, pág. 56.

“O trabalho social útil e seus resultados determinam o status social de uma pessoa na sociedade.”

“Os cidadãos estão obrigados a se preocuparem com a educação de seus filhos, a treiná-los para o trabalho útil na sociedade e a criá-los como membros dignos da sociedade socialista.” [Artigos 14 e 66 da Constituição da ex-URSS.].
O Espírito da Razão, Segundo Hegel

Foi decidido pelos filósofos que o mínimo denominador comum na sociedade é a mente. (Descartes: “Penso, logo, existo.”) Portanto, o meio pelo qual diaprax deve funcionar, de acordo com eles, é raciocinando (Vernumft), ou “Habilidade de Pensamento de Alta Ordem” e não somente conhecer (verstehen) ou aprendendo por meio dos métodos tradicionais, como decorar, ou o ensino didático. De acordo com os psicólogos sociais, para que um grupo de indivíduos ou uma comunidade (Gemeinshaft) que estão memorizando e obedecendo aos padrões ou regras pré-estabelecidos (Verstehen) se tornarem parte de uma sociedade global maior (Gesellshaft), em que todos possam ser capazes de se relacionar racionalmente (Vernunft), então diaprax deve ser experimentada e vivenciada por todos.

Embora Hegel não tenha se referido abertamente às fases da dialética como Tese, Antítese e Síntese em suas obras, não existe nenhuma disputa entre os estudiosos quanto ao posicionamento e relacionamento dessas fases dentro de seu processo. Essas três fases que compõem a estrutura do processo podem categorizar (taxonomizar) muitas coisas diferentes, dependendo do assunto que está sendo discutido (conteúdo) como indivíduo, comunidade, organização, governo, sociedade e as maneiras de pensar, sentir, se comportar, etc.

A estrutura da dialética, composta pelas fases da TESE, ANTÍTESE e SÍNTESE, é usada pelos psicólogos sociais para representar diferentes facetas da sociedade (tradicional, transicional, transformacional; ou capitalista, anarquista, socialista). A estrutura também pode representar a forma como reagimos e pensamos quando lidamos com problemas em nossas vidas (tese: obedecer as regras e confiar nos fatos; antítese: seguir os sentimentos; ou síntese: simplesmente se comportar de acordo com as técnicas de raciocínio).

A TESE pode representar sua opinião original sobre qualquer assunto — obedecer aos fatos, acreditar “que é sempre errado mentir”. A ANTÍTESE seria então uma opinião inversa ou diferente do mesmo assunto — seguir os sentimentos, acreditar que “é correto mentir para se livrar de uma situação ruim”. Logo, a SÍNTESE representa então uma contemporização, a busca da união apesar das opiniões divergentes para resolver um problema comum — racionalmente justificar um determinado comportamento, acreditar que “é certo mentir desde que isso seja justificável em determinadas situações, se beneficiar outras pessoas e não fizer mal a ninguém”.

Você, uma Sala Cheia de Gente, um Facilitador e Diaprax

Sentado em uma sala com outras pessoas, você pode classificar a si próprio, primeira pessoa, ou “eu”, como TESE, as outras pessoas, não primeiras pessoas, ou “não eu”, comoANTÍTESE, e o que todos possuem em comum, inclusive você, primeira pessoa e não primeira pessoa “nós”, como SÍNTESE. Portanto, TESE é aquilo que você acredita ser verdade para si mesmo; ANTÍTESE é o que todos acreditam ser verdade para eles próprios; e SÍNTESE é o que você e outros podem racionalmente vir a concordar ser verdade para todos. É assim que os socialistas ou marxistas criaram seu lema e agenda de “Um por todos e todos por um”, em que a verdade individual é relativa às necessidades sociais dos muitos e a verdade dos muitos deve considerar as necessidades pessoais dos poucos, ou de um só. Neste ciclo dialético, tudo é relativo, mutável e harmoniosamente desviante. Isso é o que os psicólogos sociais chamam de heurística, a palavra deles para mudança.

Por exemplo, enquanto você está sentado em uma sala com sua mente raciocinando sobre suas próprias preocupações pessoais (TESE — “minhas preocupações’), os outros estão na mesma sala com suas mentes, raciocinando sobre suas próprias necessidades particulares. (ANTÍTESE — “as preocupações deles” ou “preocupações que não são minhas”). Portanto, para que todas as pessoas na sala encontrem harmonia social (SÍNTESE — “nossas preocupações”), elas precisam primeiro ser confrontadas ou serem facilitadas a encontrar alguma questão ou problema comum para enfocar sua atenção, depois serem dirigidas a uma experiência grupal (práxis) racional ou científica (dialética) em que aquilo possa ser solucionado pelo consenso (com as emoções, ou sentimentos).

Os Psicólogos Sociais: “Potenciais Criadores de Desastres”

Quando um desastre natural ou provocado pelo homem ocorre em uma comunidade dividida e todos se unem para ajudar os mais atingidos, três coisas estão presentes que atendem aos requisitos para esse processo dialético. Primeiro há o desastre — a causa para a ação, o catalisador pelo qual se desenvolve a síntese, a questão social comum na qual todos podem enfocar. Há então os desamparados — a causa para a empatia, o catalisador que atrai todos para e pela antítese, os sentimentos de compaixão dos que foram mais afortunados para com aqueles que se acham incapacitados de se ajudarem. E, finalmente, há a comunidade dividida em contato consigo mesma — a causa para a mudança, o catalisador pelo qual se experimenta a contemporização, a necessidade de ser “racional” e colocar de lado, pelo menos temporariamente, suas diferentes teses divergentes e “divisivas”, para preocupar-se com os mais atingidos.

Portanto, os psicólogos sociais perguntam: se um desastre pode ajudar as pessoas a colocar de lado suas rixas por um curto período de tempo, para que possam se ajudar mutuamente, então por que isso não pode se tornar um modo de vida, um tipo de desastre natural ou um “ato de Deus?” Essa é a razão por que os psicólogos sociais promovem a consciência da nossa crise nacional na educação, nossas perdas no mercado global, e a necessidade de unir o mundo em um esforço de salvar o meio ambiente, etc. Eles se colocam na posição de potenciais criadores de desastres em nossas escolas, nas nossas empresas, e no nosso governo. Por conseguinte, eles pretendem remoldar a mente das pessoas enquanto as ajudam na solução de seus problemas. Isso será alcançado em ambientes controlados ou modelados, em que, eles acreditam, os riscos físicos e psicológicos serão reduzidos. Na realidade, os riscos são apenas menos perceptíveis por certo tempo.

Estimular emoções ou empatia por causa dos desastres, sem ter um desastre real, eventualmente produzirá uma geração sem senso de realidade — uma geração controlada pelo medo e pela paranóia, sejam os problemas reais ou não (a síndrome do “o céu está desabando”). Lembra-se da paranóia do “petróleo está acabando” da década de 1970? Você percebe o efeito que aquilo teve no preço dos combustíveis, para não falar nos pequenos postos de gasolina que faliram naquela época devido à reestruturação que as grandes companhias “foram forçadas a fazer” para escapar do “desastre potencial”?

Acredito que estamos vendo o desastre em potencial de diaprax ser usado atualmente pela mídia. Não é irrealista pensar que alguns da mídia até mesmo esperam que desastres aconteçam, para poderem colocar em prática a diaprax. Desastres criados pelo homem realmente ocorrem por causa da atenção que a mídia dá a esses eventos. As pessoas que trabalham nos meios de comunicação às vezes admitem e discutem esse problema, mas acredito que fazem isso mais para apaziguar suas consciências do que qualquer outra coisa. Não parece que tenham qualquer intenção de mudar o andamento da sua diaprax, porque eles continuam a enfocar principalmente as questões sociais que andam de mãos dadas com diaprax.

Não é fácil induzir os cidadãos a focalizarem coletivamente um assunto em particular sem que tenha ocorrido um desastre ou sem lhes dizer diretamente. Mas, de acordo com apráxis, nenhum cidadão da comunidade pode dizer aos outros cidadãos em qual questão ou desastre potencial eles precisam se concentrar ou tratar. Todos, inclusive você, devem participar e raciocinar por meio de uma questão social ou um dilema comum devido ao interesse que é gerado coletivamente dentro da comunidade ou do grupo. Isso, de acordo com diaprax, requererá o auxílio de um facilitador (influência dissimulada) e não de uma ordem ou comando dado por alguma autoridade superior (influência manifesta). Os meios de comunicação realizam eficazmente esse papel nos dias atuais.
“Estudos de Kurt Lewin mostram que depois de uma decisão do grupo, ocorre maior mudança de comportamento que depois de uma palestra persuasiva.”

“Existe evidência em nossos dados de que uma vez que tenha ocorrido uma mudança no comportamento, provavelmente ocorre em seguida uma mudança de crenças.” — Leon Festinger, A Theory of Cognitive Dissonance, págs. 78,121.
A práxis é, portanto, a experiência facilitada de uma união “espontânea”de mentes em prol de um interesse social comum. O que diaprax quer criar é um derretimento da mente grupal eufórico e espontâneo, ou aquilo que o psicólogo social Abraham Maslow referia como uma “experiência de pico” — que prefiro chamar de orgia de pensamento de grupo. De acordo com os psicólogos sociais, isso somente pode acontecer com o auxílio de uma experiência de grupo-sentimento/grupo-raciocínio, sendo o resultado um grupo coeso (SÍNTESE). Isto está no coração da Educação Progressiva (Pragmática), do Gerenciamento da Qualidade Total e do programa Escola Para o Trabalho.

Os psicólogos sociais relacionam essas fases ao indivíduo, aos outros, e à sociedade (sujeito, objeto, e absoluto). Eles vêm a união do indivíduo com os outros (sujeito e objeto) como o propósito da Primeira Causa. Assim, a prioridade para eles é a busca de uma sociedade absoluta. Além disso, eles relacionam essas fases ao conhecimento, sentimento e pensamento, que se correlacionam com as “taxonomias”, ou habilidades cognitivas, afetivas e psicomotoras. Quando todas essas três fases estão corretamente planejadas e engrenadas (com a “ajuda” deles, é claro), eles acreditam que o resultado será uma sociedade “saudável”.

É fácil lembrar estas três fases como conhecimento, sentimentos e razão. Associe a TESE com o “conhecimento dos fatos” ou o que você pensa a respeito. Associe a ANTÍTESE com os “sentimentos” ou como você se sente a respeito de si mesmo ou dos outros. E associe a SÍNTESE com a “razão” ou o que você pensa a seu respeito e a respeito dos outros e o modo como você “racionalmente” resolve as diferenças com os outros.

As Taxonomias de Bloom estão estruturadas com base nesta maneira de pensar. O livro “domínio cognitivo”, que lida com fatos ou conhecimentos, pode ser considerado comoTESE. O livro “domínio afetivo” (com Krathwohl como editor principal), que trata de sentimentos ou relacionamentos, pode ser considerado como ANTÍTESE. E o livro “domínio psicomotor”, de R. H. Dave, famoso na ONU, que trata das habilidades do raciocínio, pode ser considerado como SÍNTESE. Cada livro também traz a estrutura dialética, algo como círculos dentro de um círculo.

A Dialética Multidimensional Transforma-se em Diaprax nas Mãos dos Psicólogos Sociais

Somente quando os sociólogos de mente dialética uniram-se com a psicologia é que diaprax surgiu como uma ferramenta para a engenharia social. Os marxistas tradicionais zombaram dos marxistas transformacionais quando eles uniram o socialismo (Marx) com a psicologia (Freud). Os marxistas tradicionais eventualmente chutaram os marxistas transformacionais para fora do Partido Comunista oficial. Atualmente, porém, nas universidades em todo o mundo, os escritos desses marxistas transformacionais (Lukacs, Gramsci, e Korsch) são considerados como algumas das leituras mais importantes que um estudante precisa fazer se quiser entender como o mundo deve funcionar no século 21.
Diaprax consiste de:

Cognitivo (conhecimento)

Afetivo (sentimento)

Psicomotor (razão) e

Práxis (Experiência de consenso no grupo)

e produz um

Comportamento estritamente mundano (terreal)Diaprax Consiste de:

Taxonomia Cognitiva, de Bloom

Taxonomia Afetiva, de Krathwohl,

Taxonomia Psicomotora, de Dave e

Filosofia da Práxis, de Lukacs e Gramsci

e produz

Socialismo humanista e globalista
Psicólogos do início do século 20, como Skinner e Pavlov, tentaram entender o comportamento humano dentro de ambientes isolados (estímulo/resposta). Posteriormente, psicólogos sociais como Piaget e Vygotsky procuraram entender o comportamento humano dentro dos ambientes sociais. Piaget se concentrou nos gatilhos genéticos internos, e Vygotsky, a contraparte soviética de Piaget, concentrou-se nos gatilhos sociais externos necessários para a ativação de cada uma das fases do desenvolvimento pessoal-social de um indivíduo. Vygotsky é altamente venerado por seus trabalhos em linguagem e pensamento por muitos dos professores que conduzem a agenda de diapraxem nossas universidades atualmente.

O Homem Caído Está Preso à Diaprax; o Homem Redimido Não

Os psicólogos sociais preconizam que todos devem se desenvolver por meio dessas três fases, para que se tornem cidadãos saudáveis do século 21. Eles acreditam que somente com fatos, sentimentos e técnicas de raciocínio o comportamento pessoal e social (crenças e valores) pode ser corretamente desenvolvido. O que eles não percebem, ou não desejam aceitar, é que quando Deus soprou Seu fôlego nas narinas do homem, o homem se tornou algo completamente diferente de todo o restante da criação.

Deus fez do homem uma alma vivente, criado à Sua semelhança — um ser espiritual. Espiritual não no sentido cósmico da palavra (que eu chamo de estritamente mundano), como são todas as outras criaturas (temporais), mas espiritual no sentido transcendente da palavra (eterno). Por causa do pecado original de Adão e Eva no Jardim, nossos espíritos permanecerão eternamente degenerados e sem vida, a não ser que creiamos em Jesus Cristo, como o Cordeiro sacrificial de Deus.

Jesus Cristo pagou o preço por nossos pecados com Seu próprio sangue, o que foi um ato da graça de Deus e não um ato da razão humana. O Espírito Santo vem e habita na pessoa que é salva, e permanece junto ao seu espírito agora regenerado, revelando e confirmando a verdade da palavra de Deus. A Palavra da verdade, que é conhecida (o domínio cognitivo), não mais comprometida pela razão humana, com sua dependência nos sentimentos (domínio afetivo) do homem carnal que serve aos desejos individuais e sociais estritamente terreais, mas sim pelo Espírito de Deus e de acordo com Sua Palavra.
Para que diaprax consiga ser bem-sucedida, os vigilantes nos portões de entrada precisam ser neutralizados.
Rejeitando ou não entendendo o verdadeiro aspecto espiritual do homem, os psicólogos sociais não somente definem incorretamente a humanidade, como também, não estão dispostos a aceitar o iminente juízo de Deus sobre todos os que estão ligados ao mundo. Em sua recusa em reconhecer a separação do homem de Deus, e em seu esforço para remover a separação entre a humanidade, por meio de diaprax, eles garantem a contínua separação do homem de seu Criador, e assim garantem a condenação eterna do homem.

A Palavra de Deus faz três coisas que interferem ou impedem diaprax:

Ela apresenta a verdade externa a todas as culturas, uma verdade que não poderia ser conhecida sem a revelação direta de Deus.

Ela condena a idolatria que todas as culturas praticam. Todos nós, uma hora ou outra, já adoramos a obra de nossas próprias mãos e da nossa inteligência, e

Ela transforma aquilo que é bom em todas as culturas, como dar um copo de água àquele que está sedento, mas isto agora é feito em nome do Criador e Salvador do mundo, Jesus Cristo.
Não é possível servir a Deus e à diaprax ao mesmo tempo. Quem tenta fazer isso termina servindo à diaprax, não a Deus. Eis porque os Dez Mandamentos, as orações feitas por alguém em posição de autoridade e a leitura da Bíblia foram removidas das escolas em todo o país. Deus foi declarado “perigoso” pela mais alta corte do nosso país porque Ele estava atrapalhando o caminho da tolerância global, da Nova Era. Ele precisa ser removido antes que “atividades multiculturais”, a “auto-estima”, e “habilidades da razão humana” possam ser usadas com sucesso para moldar as mentes da próxima geração, para que ela dependa dos psicólogos sociais como sumos sacerdotes da Nova Era dediaprax.

As Instituições Cristãs Estão Usando Diaprax como Base

Infelizmente, muitas instituições cristãs estão usando diaprax para desenvolver as relações humanas entre a comunidade de fiéis. O resultado não é aumentar o foco, a dependência e o respeito para com o Criador por meio da fé e da obediência, mas sim aumentar o foco, dependência e respeito para com a criação (construindo relacionamentos do ser humano com o mundo) por meio do questionamento e do raciocínio especulativo ou da habilidade de pensamento de ordem elevada (a síndrome da Babilônia).

A estrutura que está sendo usada para promover essa agenda satânica dentro das instituições cristãs, até mesmo por pastores e líderes da juventude, é diaprax. Encobrir deliberadamente esse uso de “habilidades de raciocínio humanista” com porções atraentes selecionadas das Escrituras, como está sendo feito, apenas torna-a mais sedutora para os cristãos sem discernimento.
“Cristãos miseráveis, cujas palavras e fé ainda dependem das interpretações dos homens e que esperam o esclarecimento da parte deles! Isso é frívolo e ímpio. As Escrituras são comuns para todos, e são bastante claras no que diz respeito ao que é necessário para a salvação e também são obscuras o suficiente para as mentes inquiridoras… Rejeitemos a palavra do homem.” — Martinho Lutero, Luthers Works, V 32, pág. 217.
Como Diaprax Está Estruturada

Diaprax passa por uma série de três fases e subfases. Existem três fases, com três subfases em cada uma delas. Explicaremos primeiro a fase principal. A primeira fase, TESE, pode ser identificada como o modo tradicional de fazer as coisas. Contudo, em diaprax, essa fase torna-se o que chamo de “A INTERROGAÇÃO DA TESE”. A segunda fase,ANTÍTESE, a importante fase transicional, entre a primeira e a terceira fases, da tradição para a transformação. Essa segunda fase precisará ser transposta com sucesso para que o processo atinja seu propósito. Chamo essa fase de “CONTROLE DO CLIMA, ou CONTROLE do AMBIENTE, com o propósito de CONSTRUIR RELACIONAMENTOS.”De acordo com aqueles que propagam esse processo humanista, a fase transformacional, a SÍNTESE, é resultado final desejado. Chamo essa fase final de “APRENDIZADO POR TODA A VIDA — O RESULTADO DESEJADO”.

Como Diaprax Vê a Realidade

Essas três fases representam os três diferentes modos de pensar das pessoas ao tentarem solucionar os problemas da vida. Esses três diferentes modos de pensar, quando resolvem as diferenças, de acordo, com diaprax, são tradicional, transicional e transformacional, ou seja, pensar com fatos, pensar com sentimentos e pensar com habilidades de raciocínio.

No modo tradicional de pensar, a realidade está baseada em evidências ou em fatos externos, e o conhecimento é a acumulação desses fatos (quantidade) bem como o respeito e a obediência a eles. No modo transicional de pensar, os sentimentos determinam a realidade. E no modo transformacional de pensar, somente o que pode ser racionalizado é real. Dito de forma bem simples, o pensamento tradicional vê a realidade como fatos, estabelecidos para todos os tempos e lugares; o pensamento transicional vê a realidade no coração, onde os fatos podem ser negligenciados na busca do prazer e onde os problemas podem ser resolvidos simplesmente indo-se para algum lugar que o faça se sentir melhor, e o pensamento transformacional vê a realidade na mente, onde os fatos e os sentimentos estão sujeitos à mudança harmoniosa por meio das habilidades de pensamento de alta ordem.

A Visão Tradicional da Realidade

Embora as Escrituras nos advirtam a respeito das “tradições dos anciãos”, elas não pedem para abandonarmos aquilo que a maneira tradicional de pensar espera e do que depende: a crença em fatos ou verdades duradouras. Para os cristãos, os desejos e a dependência do homem devem estar em Deus e na Sua palavra, não nas coisas ou nos confortos deste mundo. Para o cristão, os fatos ou verdades estão baseados nas palavras do Criador, na revelação Dele acerca das coisas que estão além da criação e do raciocínio humano.

Os fatos ou verdades acerca da natureza, evidenciados em seu projeto e movimento, podem ser descobertos por meio do raciocínio humano, mas sua finalidade permanece atrelada ao cosmos — desconhecida — sem a Palavra de Deus. A Palavra de Deus não nega os fatos ou verdades encontrados na natureza, conhecidos como leis da natureza, mas afirma somente que Deus os criou e que pode mudá-los se quiser e quando quiser. E isso é algo que aqueles que estão sob a influência de diaprax nunca conseguem aceitar ou compreender.

Conseqüentemente, o elemento-chave no tradicionalismo é a dependência de uma autoridade externa, manifesta e imutável ou a dependência de fatos duradouros e a verdades que se aplicam a todos os tempos e lugares — a Palavra de Deus e as leis da natureza. Essa autoridade ou essa verdade pode se revelar ao homem (o que Deus fez), ou pode ser descoberta pelo homem (as leis da natureza). As leis da natureza são descobertas por meio de uma ciência exata e requerem evidências (sinais) antes de serem compreendidas e aceitas como fatos: “Sei, logo creio.” A Palavra de Deus requer confiança e fé nas palavras de uma autoridade superior porque a evidência não é percebida logo no início, porém o entendimento vem somente depois que a confiança for aplicada: “Creio, logo eu sei.”

Portanto, o tradicionalismo baseia sua definição de realidade no fundamento do conhecimento e da obediência aos fatos e verdades revelados (o domínio cognitivo), seja por vista, seja pela ciência e as leis da natureza, ou pela fé na Palavra de Deus. Deve-se notar que as leis da natureza nunca mudaram, e os psicólogos sociais usam esse argumento para justificar o relativismo porque apenas a percepção do homem em relação a essas leis é que mudou. Podemos mudar nosso entendimento sobre a natureza, mas as verdades subjacentes a ela sempre estiveram lá. O entendimento humano das leis da natureza pode mudar, devido à ignorância humana ou aos erros de avaliação, mas as leis permanecem as mesmas desde o dia em que Deus as estabeleceu.

Isso tem ocorrido ao longo dos tempos, e toda vez que os homens usam o raciocínio humano em uma tentativa de justificar a Palavra de Deus, acabam por torcê-la, para ajustá-la ao seu raciocínio humano. Uma vez que a natureza é material, nosso raciocínio pode ser avaliado e os erros existentes serem corrigidos, mas como Deus é espírito, qualquer tentativa de usar técnicas de raciocínio humano para conhecê-Lo ou entendê-Lo é vã. Deve-se simplesmente confiar e obedecer a Deus e à Sua Palavra e permitir que Seu Espírito revele Sua verdade e comunique Sua natureza espiritual — que está além da capacidade do raciocínio humano, ultrapassa a compreensão e é indescritível; Seu amor, paz, e alegria.

A Visão Transicional da Realidade

O transicionalismo, por outro lado, baseia sua definição de realidade no fundamento dos sentimentos — sentimentos pessoais com relação a si e aos outros (o domínio afetivo). Os sentimentos, não fatos, tornam-se o fator determinante pelo qual alguma coisa ou alguém passa a ter significado na vida. Às vezes, os sentimentos podem parecer tão reais quanto os fatos: “Se eu não começar a sair com eles, simplesmente morrerei.” É aqui que as tradições aprendidas e aceitas como fatos entram em conflito sempre que alguém deseja construir um relacionamento com outra pessoa de tradição diferente.

A unidade ocorre somente quando as duas partes estão dispostas a contemporizar suas tradições ou seus fatos. A atração dos sentimentos de uma para com a outra as levará a uma situação onde uma delas, ou ambas, terão de considerar o abandono de suas tradições anteriores, ou acertar suas diferenças de opiniões por meio do raciocínio, isto se o conflito não as levar eventualmente à hostilidade e à separação. A primeira opção não requer nenhuma “habilidade de pensamento de alta ordem” e deixará uma delas livre para agir de acordo com seus sentimentos, ao passo que a última é a condição que os transformacionalistas esperam desenvolver em toda a humanidade.

A Visão Transformacional da Realidade

O transformacionalismo baseia sua definição de realidade nas habilidades de raciocínio usadas para resolver as diferenças com os outros. Coloco o modo transformacional de pensar sob o “domínio psicomotor” porque os psicólogos sociais requerem a repetição das experiências de grupo de diaprax (remediação), em que os participantes estarão tão envolvidos em exercícios de habilidades de pensamento de alta ordem que eventualmente irão usá-los de forma automática em toda situação sem pensar em que estão fazendo, desenvolvendo um “instinto natural inato”. É como um músico que pratica até não precisar mais pensar no que está fazendo, exceto que neste caso a prática é feita com um grupo de pessoas, sendo cada um o instrumento.
Os antigos valores fixos de certo e errado precisam dar lugar a uma nova maturidade que implique em qualidades de adaptabilidade e contemporização, declarou Chisholm. A responsabilidade de treinar a sociedade em novas direções pertencia à psiquiatria, pensava Chisholm:

“Para que o ser humano seja liberado desse fardo paralisante do bem e do mal, os psiquiatras é quem devem assumir a responsabilidade original.”, pág. 268.

A OMS [ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE] define saúde como “um estado de bem-estar físico, mental, e social completo e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.”, pág. 274

G. B. Chisholm, Secretário-Executivo da Comissão Interina da OMS — Fonte: Harry Stack Sullivan, The Fusion of Psychiatry and Social Science (A Fusão da Psiquiatrica com as Ciências Sociais).
De acordo com os psicólogos sociais, a transformação não pode ocorrer sem que antes sejam cumpridas as duas primeiras fases dos fatos e sentimentos, sem o que o terreno comum não pode ser encontrado. Com o terreno comum, ou o consenso, os psicólogos sociais procuram resolver a dicotomia de crença/ação que vêem na vida. Essa dicotomia ocorre quando declaramos que acreditamos em uma coisa e agimos de modo diferente. Nossos fatos e sentimentos nem sempre estão em harmonia. Mesmo que digamos que certa regra “é” correta, isso não significa que não podemos achar que “isto deveria ser” diferente. Todos temos nos comportado de acordo com nossos sentimentos, indo atrás do que convém, em vez do que sabemos ser o certo. No que se refere às leis de Deus, esse comportamento é conhecido como pecado.

Como os psicólogos sociais ignoram ou desprezam o fato de que Jesus veio para pagar pela diferença, eles acreditam que podem resolver esse dilema por meio da técnica do pensamento de alta ordem. Ajudando a mostrar para a humanidade como tornar os fatos ou crenças adaptáveis ou maleáveis de acordo com as necessidades de relacionamento pessoal e social, essas necessidades tornam-se sujeitas aos “fatos” sociais práticos. Esses fatos sociais são determinados pelos psicólogos sociais, que coletam as informações e avaliam as necessidades do relacionamento pessoal-social da sociedade. Isso significa que os fatos e verdades precisam ser mutáveis junto com os sentimentos, para o bem da harmonia social (qualidade). A única maneira de isso poder ocorrer é quando alguém define “fatos como hipóteses”. Como para eles todos os fatos são mutáveis, eles podem concluir que “hipótese é igual a fato”. O raciocínio procura a reconciliação entre fatos e sentimentos; a confiança e a obediência não.

Assim, de acordo com diaprax, a verdade duradoura é encontrada somente dentro da mente que raciocina e não é externa a ela. Isso faz com que a verdade mude à medida que a percepção da mente também muda. Portanto, se os fatos precisam se tornar flexíveis para a satisfação das necessidades do relacionamento pessoal e social, então a dedução dessa lógica é que a realidade encontra-se dentro das necessidades sentidas da sociedade, e não em uma autoridade externa manifesta (Deus), nem em um indivíduo qualquer, sua família, sua comunidade, ou sua nação. De acordo com essa lógica, não existem direitos inalienáveis. Todos os direitos estão baseados nas necessidades sentidas pela sociedade, conforme determinadas pelos psicólogos sociais.

A Busca da Dialética Pela Unidade Cósmica

“Teu És Tu, Tu És Teu”

De algum modo estranho, essa “lógica” implica que deus e o homem são realmente um. À medida que os homens se unem por uma causa comum, de acordo com esse processo, deus está sendo manifestado. Portanto, deus está se “tornando” à medida que o homem se consolida em uma mente única (monadismo) por meio das técnicas de construção de consenso (contemporização). Uma vez que tudo isso é feito por meio do uso de técnicas de pensamento de alta ordem, então deus é a mente coletiva do homem trabalhando unida em uma causa cósmica (a unidade cósmica).

Esta é a dialética de Hegel, que Karl Marx pegou e “virou de cabeça” materializando deus, substituindo o conceito de deus por sociedade (Hegel + Feurbach = Marx). Isto é chamado de materialismo dialético (Marxismo tradicional) ou materialismo histórico (Marxismo transformacional).

É com esta última cepa que estaremos preocupados nesta obra. Embora as duas cepas acabem fazendo o mesmo estrago, apenas a primeira é mais clara sobre isto, fornecendo um retrato mais claro do resultado desejado que virá (o comunismo) e dando a você uma melhor chance de conhecer seu destino antes que ele aconteça. Alguns podem se surpreender que o famoso psicólogo social Abraham Maslow (a Hierarquia das Necessidades, de Maslow) escreveu sobre esse seu desejo de “humanizar o marxismo”. Georg Lukacs e Antonio Gramsci tinham o mesmo desejo. O mesmo se dá com a Educação Progressiva (Pragmática), o Gerenciamento da Qualidade Total e com o programa Escola Para o Trabalho.

Diaprax: A Autoridade Manifesta e a Dissimulada:

“Você Tem de Servir a Alguém, Mas Não Pode Servir a Dois Senhores”

Ao se considerar os padrões de pensamento, há uma correlação próxima entre TESE e tradicionalismo, ANTÍTESE e transicionalismo, e SÍNTESE e transformacionalismo. Todas as três formas de pensamento são inadequadas porque Deus requer fé em coisas que vão além do raciocínio ou do conhecimento humano. Elas nunca podem revelar ao homem sua verdadeira condição — sua condenação, o julgamento vindouro e sua única via de escape. Contudo, a estrutura da autoridade de Deus é representada dentro da estrutura da TESE: obediência inquestionável a uma autoridade superior — só que neste caso trata-se de uma autoridade espiritual e não carnal. Rejeitando a Deus, os transformacionalistas podem ver somente a estrutura carnal e identificar aqueles que estão nela como fascistas ou “potencialmente” fascistas. A estrutura de pensamento SÍNTESE deles não somente permite que rejeitem a Deus, mas justifica a hostilidade aberta à Sua autoridade. Ambos os lados do espectro tradição-transformação buscam autoridade, mas um busca de forma visível e o outro dissimuladamente.

Quando os Psicólogos Sociais Controlam a Distribuição e as Trocas, Eles Controlam a Sociedade

Distribuição-troca é o relacionamento (transição) entre produtores-consumidores e envolve não somente o giro dos produtos, mas também a expressão de sentimentos. Quando um produtor está livre para determinar com quem distribuirá-trocará, ele está no controle (Capitalismo: sociedade dirigida pelos produtores). Quando os psicólogos sociais determinam (facilitam) a distribuição-troca, nem os produtores (o setor privado) nem os consumidores (o público) estão no controle (Socialismo: sociedade dirigida pelos consumidores).

A situação “ganha-ganha” desses psicólogos sociais é realmente uma situação de perda-perda para os produtores e para os consumidores. Não é nem uma situação ganha-ganha para os psicólogos sociais em uma sociedade transformacional, pois no fim todos perdemos sob a influência de diaprax.

Diaprax é a imaginação dialética dos marxistas transformacionais. Não posso separar o marxismo transformacional e a Educação Progressiva (Pragmática) transformacional, o Gerenciamento da Qualidade Total transformacional e o programa Escola Para o Trabalho transformacional. Todos estão baseados em diaprax.

“Dar” em Letras Graúdas e “Retirar ” em Letras Miúdas

Sem perceber, os pais, a comunidade, os líderes estaduais e até mesmo os pastores estão perdendo seus óbvios e inalienáveis direitos constitucionais. Devido aos jogos mentais que os psicólogos sociais usam com as autoridades eleitas em todos os níveis do governo, nossas leis estão sendo mudadas sem que tenhamos a plena compreensão do que essas mudanças realmente significam. Em todo o país, contratos que ainda não foram claramente definidos estão sendo assinados. As letras graúdas, que expressam aquilo que alguém deseja fora do negócio (afetivo), podem muitas vezes ofuscar as letras miúdas que contêm armadilhas (cognitivo), quando alguém assina um contrato sem ler com atenção. Muitas leis estão sendo aprovadas às pressas, pois os líderes estão sob pressão para aprovar a legislação de gerenciamento da crise (desastre potencial), criada pelos transformacionalistas.

Sem uma clara definição dos termos e uma clara explicação das cláusulas em letras miúdas, estamos caindo, junto com as outras nações em todo o mundo, em uma armadilha engenhosamente criada pelos “especialistas” (os psicólogos sociais).
A jurisprudência do terror toma duas formas: regras definidas sem precisão, o que produz leis imprevisíveis, e a mudança espontânea das regras para melhor convir ao estado [o país, ou a ONU]. R. W. Makepeace e Croom Helm, Marxist Ideology and Soviet Criminal Law (A Ideologia Marxista e a Lei Criminal Soviética), pág. 161.
Embora as pessoas com mente tradicional achem que os especialistas são profissionais e honestos e presumam que eles procuram fazer com que os termos sejam claramente entendidos entre as duas partes, eles precisam perceber que os psicólogos sociais de mente transformacional não têm essa intenção. Os transformacionalistas não desejam definir claramente seus termos, pois assim os indivíduos de mente tradicional poderiam perceber qual é a agenda deles. As letras graúdas, para eles, devem ser ambíguas o bastante para poderem ser redefinidas em tempos de mudança, e as letras miúdas devem ser limitadas somente àqueles termos que garantam submissão pelas pessoas de mente tradicional para o futuro processo de diaprax (socialismo) — tudo “legalmente” acordado entre as duas partes, é claro.

Este método de engano e manipulação, usado pelos transformacionalistas, não é usado somente na política (o programa Escola Para o Trabalho), mas também na educação (Educação Progressiva, ou Pragmática) e nas empresas (Gerenciamento da Qualidade Total). Parece que poucos estão cientes ou se importam com o que está acontecendo. Como os pais e as comunidades acham que ir assistir seus filhos disputarem alguma competição esportiva é mais importante do que descobrir o que está acontecendo no mundo, eu freqüentemente penso em intitular minhas apresentações como “Liberdades suprimidas por falta de interesse”.

Os psicólogos sociais estão removendo nossas liberdades e nossos direitos inalienáveis de forma tão rápida e bem-sucedida que freqüentemente acho difícil acreditar que seremos capazes de impedi-los. Poucos perceberam o fato que a mudança de paradigma (uma mudança na maneira de pensar das pessoas) realmente significa a substituição de nossa forma de governo de República democrática por socialismo. E mesmo que alguns tenham percebido as mudanças, eles não parecem se importar em entender o significado delas ou se importarem o bastante para se envolver e tentar impedi-las.

A Geração Perdida

Esses transformacionalistas costumavam vir até nós como políticos ou professores ‘progressistas’. Atualmente eles vêm até nós como nosso próprio cônjuge, nossos amigos, nossos professores ou nosso pastor. Nossos próprios filhos vêm para casa questionando o papel da família tradicional em uma “sociedade que está mudando rapidamente”. Em algum momento, deveremos reconhecer que em algum ponto ao longo do caminho, ler, escrever e fazer contas foi substituído por técnicas de pensamento de alta ordem. Os tradicionalistas avaliam o mundo de acordo com seu conhecimento da verdade nua e crua (os absolutos), como aqueles nas ciências exatas, mas os transformacionalistas não agem assim.

A maior parte de nossos problemas na realidade se deve à nossa falta de conhecimento das verdades, ou de nossa rebelião a elas. Os transformacionalistas, por outro lado, questionam todas as verdades (relatividade). Quando você estiver atravessando uma ponte, que método usado na construção deve fazê-lo sentir-se mais seguro? Absolutos: 2+2 sempre é igual a 4; ou Relatividade: 2+2 pode ser igual a 4, ou talvez 5? Aqueles que estão promovendo e usando a Educação Progressiva (Pragmática), o Gerenciamento da Qualidade Total e o programa Escola Para o Trabalho estão construindo pontes e aviões transformacionais “e os estão reinventando em pleno vôo”. Chamo isso de Síndrome de Chernobyl, com os facilitadores no controle. Eles estão conquistando o controle sobre nossas crianças, nossos cônjuges, nossos amigos, nossa comunidade, nosso país e até de nossa igreja. Conseqüentemente, a decadência moral está se multiplicando por todo o lado.
A fim de efetivar uma rápida mudança, é preciso preparar um ataque vigoroso contra a família para que as tradições da presente geração não sejam preservadas. Em outras palavras, é necessário criar artificialmente um abismo experimental entre pais e filhos para isolar estes últimos, de maneira que sejam mais facilmente doutrinados com novas idéias… Se alguém quiser moldar as crianças para alcançar um objetivo no futuro, deve começar a vê-las como superiores. Deve-se ensiná-las a não respeitar os mais velhos que estão presos às tradições, aqueles que estão presos ao passado e conhecem apenas aquilo que é irrelevante… As políticas para as famílias devem ser democráticas e centradas nas crianças… qualquer intervenção entre os pais e as crianças tende a produzir uma democracia familiar apesar de suas intenções… e uma vez que a incerteza tenha sido criada nos pais sobre como melhor preparar as crianças para o futuro… a família autoritária está moribunda.Warren Bennis, The Temporary Society, pág. 45.
As Três Fases da “Aldeia Global”

Fase Um

A primeira fase da dialética, TESE, é “A INTERROGAÇÃO DA TESE”. Ela envolve três subfases que conduzem cada pessoa dentro de um grupo diverso a ajustar-se da subfase inicial de 1) declarar sua posição (tese) para o efeito de contemporização e carregado de sentimentos da 2) definição do significado da sua posição, ajudado pelo facilitador, ao mesmo tempo em que tenta não ofender os outros no grupo (antítese). Esta subfase produz deliberadamente um conflito interno conhecido como dissonância cognitiva, que eu considero microterrorismo. Essa tensão interna é a resposta natural que temos quando queremos ser aceitos pelos outros, mas compreendemos que nossa posição, se fortemente defendida, provavelmente será um obstáculo para permitir que isso aconteça. A dor induzida por essa subfase de ansiedade nos força a 3) concluir (síntese) que, uma vez que não podemos de forma adequada definir nossa posição, confortavelmente mudá-la, nem racionalmente defendê-la, não somos sua causa.

Os cristãos precisam compreender que nunca conseguirão adequadamente definir, confortavelmente mudar, nem racionalmente defender a palavra de Deus para a satisfação do mundo, nem mesmo para construir relacionamentos. Só podemos aceitá-la como verdade e pregá-la. Não há nenhum lugar para diálogos do tipo “eu acho que…” ou “eu sinto que…” na esperança de encontrar um terreno comum com o mundo. De acordo com a Palavra do Deus, fazer isso é cometer adultério com o mundo.

TESE — “A INTERROGAÇÃO DA TESE” é onde o facilitador prepara o indivíduo.

tese — posição — definir a crença de alguém, como uma tese ou uma declaração.

antítese — definição — interpretar o que uma pessoa quer dizer para as outras com visões diferentes.

síntese — percepção pessoal — reconhecimento da origem da posição (limitadora) da pessoa.
Fase Dois:

A “Interrogação da Tese” leva à segunda fase do processo dialético, a ANTÍTESE, que chamo de “CONTROLE DO CLIMA OU DO AMBIENTE para o propósito da CONSTRUÇÃO DE RELACIONAMENTOS”. A maior parte da modificação de comportamento acontece nesta fase. Ela também envolve três subfases que levam todos os participantes a uma experiência de pensamento de grupo. Começando com o “direito” de negar todas, ou pelo menos a maioria, das mais antigas regras e leis de “não pode”, “não deve”, e “em hipótese alguma” determinadas pelos pais, professores, governo, ou Deus — as regras que interferem na construção de relacionamentos — cada indivíduo recebe uma oportunidade igual de explorar e descobrir as crenças e valores mantidos pelos outros dentro do grupo. Essa primeira subfase, a “negação de negação”, ou dizer nãoàs ordens restritoras (tese), leva à segunda subfase de “conflito”, ou caos (antítese), que com a ajuda do facilitador, é seguida pela subfase final de “mediação”, ou treinamento de resolução de conflito (síntese).

Antítese — “Controle do Ambiente / Construção de Relacionamentos”

Tese — a negação da negação — O direito de dizer não às regras e padrões pré-estabelecidos.

Antítese — conflito — O ambiente em que os valores contrários são experimentados.

Síntese — mediação — Todos dispostos a procurar um “terreno comum” para permitir a coesão do grupo.

O medo da rejeição ou do isolamento por não participar da contemporização é tão grande, que a pessoa não consegue se recusar a participar.
Fase Três:

A fase do “Ambiente de Construção de Relacionamentos”, por meio da repetição (remediação), eventualmente torna-se o processo habitual da Educação Por Toda a Vida. Essa fase final (SÍNTESE) contém as três subfases de “determinação” (Tese), “necessitação” ou necessidades (Antítese), e “causa” (Síntese). Essa fase final é referida como “liberdade” por John Dewey [o Pai da Educação Progressiva] e “natureza prática” pelo marxista transformacional Jurgen Habermas.

Síntese — Aprendizado Por Toda a Vida — o Resultado Desejado

Tese — determinação — Viver sempre neste processo e propagá-lo onde ele ainda não é conhecido ou usado, sempre olhando de um novo ponto de vista nos outros.

Antítese — criação de necessidade — Sempre pôr à prova as definições das outras pessoas para expor sua falta de autodeterminação e “ajudá-las” a pensar por si mesmas.

Síntese — causa — Sempre ajudar as outras pessoas a serem racionais, a aceitarem a contemporização como um estilo de vida e a serem adaptáveis em um “mundo em rápida transformação”.
O Ambiente de Diaprax

O ambiente de grupo precisa ser “aberto”, onde as normas estabelecidas ou os padrões pré-definidos são postos de lado pela pessoa ou pelo grupo para que então todos os participantes possam mais facilmente explorar e descobrir novas experiências juntos.

Ele precisa ser “não-diretivo”, onde as regras e padrões pré-definidos não são apresentados pelo líder ou incentivados pelo grupo, pois talvez atrapalhem as pessoas ou o grupo a explorarem e descobrirem novas experiências juntos.

Ele precisa ser “adverso a qualquer ponto de vista filosófico fechado”, em que as regras e padrões pré-definidos não são respeitados por todos os participantes quando impedem a pessoa ou o grupo de explorarem e descobrirem novas experiências juntos.

O ambiente do grupo precisa ser social em sua natureza.

Ele precisa usar uma questão social sobre o qual o grupo tenha opiniões ou pontos de vistas divergentes.

Ele precisa usar uma questão social com relação à qual todos os participantes possam chegar a um consenso, ou a um sentimento grupal concernente a uma possível solução.
Consenso no Procedimento

Para Que Diaprax Possa Reinar, a “Primeira Causa” Precisa Estar Disposta a Abdicar em Favor do Processo

O que chamo de “causa primária” (Deus, pais, regras, normas e padrões estabelecidos, soberania, etc.), precisa ser temporariamente colocada de lado para que o processo dediaprax possa se desenvolver com êxito (abdicação para permitir o procedimento). A abdicação de uma posição patriarcal e hierárquica em favor de um processo matriarcal e heresiarco de diaprax facilita o estabelecimento de um ambiente “não-hostil” ou “sem riscos”. Isso dá a cada indivíduo a necessária sensação de segurança e aceitação, para que possa se sentir livre o suficiente para “arriscar” confessar seus sentimentos pessoais com relação às próprias crenças e valores dentro do cenário de grupo.

Em outras palavras, o medo de represália que alguém normalmente esperaria quando expressa o que realmente pensa e como realmente se sente com relação às crenças e valores definidos por uma autoridade superior precisa ser aliviado. Portanto, qualquer autoridade superior que previamente definiu padrões que obstaculizam a participação em um pensamento de grupo precisa estar ausente do ambiente ou ter sucumbido — cedido — ao processo e se tornado disposto a participar dele, tomando parte na construção do consenso.

A Psicologia Social foi uma das principais causas para o colapso da família tradicional no último século. Quando os pais entregam seus filhos aos psicólogos sociais (facilitadores) na educação, abdicam de sua posição de autoridade, abandonam seu direito constitucional de definir para si o que significa ser pai. Os psicólogos sociais passam então a decidir essa definição e a determinar como os pais e a família devem se comportar.

Os psicólogos sociais não estão interessados apenas no conhecimento que as crianças recebem, mas também em como elas recebem esse conhecimento, como se relacionam com ele e com quem lhes deu o conhecimento. Eles têm um grande impacto sobre como a criança percebe o papel do indivíduo, dos pais e da família dentro da sociedade — uma cosmovisão muito diferente em relação à autoridade do que aquela mantida pelos pais tradicionais.

O Líder Deve Facilitar, Não Ensinar

Para que o processo de diaprax torne-se parte da vida do indivíduo e do grupo, é igualmente importante que o líder da discussão facilite, em vez de ensinar. O ambiente deve ser dialógico ou dialético em estrutura, para que seja possível para todos livremente experimentarem a vida em grupo (o comunismo) e (socialismo). Facilitar em um cenário de diaprax requer o questionamento dos padrões pré-estabelecidos por uma autoridade maior, preferivelmente com a participação dessa figura de autoridade no processo de questionamento.

Se o ambiente é didático em natureza, o aprendiz simplesmente será inculcado com alguns novos fatos (absolutos) para memorizar ou regras para obedecer. Em um ambiente didático, de acordo com os psicólogos sociais, o aprendiz nunca aprenderá como adequadamente questionar os padrões pré-estabelecidos que se interpõem à experiência de grupo porque a didática, o ensino baseado em fatos, não permite que se interrogue a autoridade maior (os pais, o professor, ou o chefe). Para criar um mundo de diaprax, o método didático de ensino — até então a norma na educação — deve ser substituído pelo método dialógico e dialético da facilitação.

Quem Define os Termos Para Você Controla Sua Vida

Diaprax sobrevive hoje por causa de sua capacidade de permanecer escondida atrás das atividades do momento. O facilitador controla a agenda — o ambiente — e assim controla a direção que todas as perguntas tomarão. A capacidade do facilitador de controlar os sentimentos do grupo lhe dá a capacidade de moldar a definição que cada pessoa no grupo dá para a sua posição. O que é perdido no esquema inteiro de coisas é que alguém sempre influencia as definições que damos para a nossa posição e que, com exceção de Deus e de Sua Palavra, todas as posições estão sujeitas à mudança. Há somente uma distorção das posições, moldada pelo nosso desejo de iniciar ou manter relacionamentos com os outros.

No diálogo, tudo o que alguém pode fazer é desviar-se de uma posição original. É por isso que Jesus não entrou em diálogo com Satanás quando foi tentado no deserto. Em vez disso, Ele manteve a Sua posição ao citar a “Primeira Causa”, as Escrituras (subfase de posição ), com “Está escrito…” e não respondendo com “eu acho…” nem com “eu sinto…” (subfase da definição ) — veja Mateus 4:1-11.
“Estas são opiniões e fantasias dialéticas, de que o homem pode, sem o Espírito Santo, amar a Deus acima de todas as coisas, de que a natureza humana está intocada. Todas essas idéias vêm da ignorância acerca do pecado original.” Martinho Lutero, Luthers Works, Vol. 34, pág. 187.
Portanto, se acreditamos que a Palavra do Deus é verdadeira, tudo que podemos fazer é dar a definição de Deus. Nós assim Lhe damos o controle sobre nossa vida. Se nos desviamos disso, damos ao processo de contemporização (diaprax — o esquema de Satanás) o controle sobre nós. Falo com relação a valores, crenças e moralidade, aquilo com que esse processo está interessado.

Nós nunca verdadeiramente controlamos as definições, simplesmente nos submetemos a quem as dá para nós. Como estamos falando sobre a estrutura do pensamento e não das leis da natureza, essa fonte só pode vir do Criador, ou de nossa natureza humana (pensamento de alta ordem, contemporização, ou autojustificação), que está atrelada ao mundo e sujeita ao espírito da rebelião — Satanás.

É evidente que os cristãos em posições de influência na educação, nas empresas e na política têm um trabalho duro de decidir quais definições usar. Diaprax torna mais fácil para eles fazer uso das definições que propiciam a construção de relacionamentos humanos e, muito provavelmente, eles crêem, ajuda-os a ganhar ou manter o respeito aos olhos da comunidade. Eles acreditam que isso os colocará em uma melhor posição para influenciar as leis no futuro. Se eles têm qualquer dúvida sobre onde a Palavra de Deus se posiciona sobre o assunto, deveriam ler Mateus 10:32-39. Deus não aprova esse tipo de raciocínio.

Se essa contemporização por parte das lideranças cristãs continuar, não haverá lugar algum para o cristão que crê na Bíblia atuar na educação, na área empresarial ou na política. Os cristãos no ambiente diaprax estão se permitindo entrar em um diálogo que leva à contemporização e as leis baseadas em diaprax que eles estão permitindo que sejam aprovadas pelo governo não permitirão que eles estejam em qualquer posição de influência no futuro, não importa se no governo, no trabalho, ou no lar.

As Respostas Estão nas Perguntas

Quem controla a agenda para decidir quais perguntas serão feitas, também controla as respostas. Em resumo “Quem controla as perguntas também controla as respostas”. Isso é verdadeiro onde quer que se participe, seja na educação, nas empresas, ou no governo. Conta-se que Sócrates mostrou a um senhor de escravos que seu escravo tinha em si a verdade do teorema de Pitágoras e, por uma série de perguntas, foi capaz de convencer o homem. O que Sócrates realmente fez foi controlar o ambiente de pensamento, por meio do qual o escravo pôde ser conduzido à única conclusão lógica a uma pergunta apresentada. Ele simplesmente forneceu as respostas corretas à seqüência habilmente arranjada de perguntas. As respostas estavam nas perguntas, não no escravo. Esse questionamento não lidava com “ciência de acordo com fatos”, mas, em vez disso, “ciência de acordo com Sócrates” (Phil Ring). Isto não é ciência “exata”, mas ciência “maleável” em que a “hipótese é igual ao fato” (Tim Clem). É o que o apóstolo Paulo chamou de “a falsa ciência”. (1 Timóteo 6:20).

Não podemos aplicar o mesmo princípio para responder às perguntas “Quem sou eu?” “Por que estou aqui?” “De onde vim?” ou “Para aonde vou?” sem aceitar a Palavra de Deus como a fonte para as questões a serem feitas, ou o raciocínio humano. Deus, em Sua Palavra, só ocasionalmente faz perguntas a serem respondidas e freqüentemente essas perguntas fornecem as próprias respostas. Em vez disso, Ele nos dá fatos (respostas) diretos a serem obedecidos. Quando vamos a Deus e à Sua Palavra com perguntas a serem respondidas, cabe a nós examinar as Escrituras, não questioná-las.

Quando questionamos as Escrituras, como faz diaprax, simplesmente surgiremos com as respostas que justificam nossa natureza humana caída (as necessidades pessoais e sociais de relacionamento, em religião, são conhecidas como Teologia da Libertação). Muitos cristãos hoje estão questionando a Palavra de Deus, em vez de permitir que ela os questione. A primeira alternativa são as habilidades de pensamento de alta ordem (o raciocínio humano), a última é convencimento (a obra do Espírito Santo).

O homem tende a fazer perguntas para achar as respostas que satisfarão seus sentimentos de dúvida ou de admiração. Permitir que Deus, com suas pré-estabelecidas (manifestas) respostas nos questione, no conduzirá no caminho da retidão — para a vida eterna. Permitir que o homem, com suas pré-estabelecidas questões (dissimuladas) facilite as respostas que ele deseja, só nos levará para baixo no caminho tortuoso — para a morte eterna. O único controle que temos é decidir de que fonte receberemos as perguntas. “De modo nenhum; antes seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado.” [Romanos 3:4].

A Caixa de Diaprax (A Caixa da Pandora)

Uma vez que só há duas fontes para as respostas às perguntas da vida, o Criador e a criatura (Lúcifer está incluído como criatura), usaremos duas caixas. Em uma caixa pequena (já que “Porque Eu disse assim” não toma muito espaço, nem muito tempo no total) exporemos a posição e a resposta de Deus à diaprax. Em uma caixa maior, detalharemos as subfases do processo de lavagem cerebral de diaprax.

Na caixa menor, desenhada bem à esquerda e acima da caixa maior, escreva “PRIMEIRA CAUSA” e “Porque eu disse assim”. Traçando um padrão tipo “jogo da velha” na caixa maior podemos particionar as fases e as subfases da dialética e ter uma idéia de como diaprax funciona. Ao longo do topo da caixa maior, acima de cada coluna, escreva TESE,ANTÍTESE, e SÍNTESE. Elas representam cada fase do processo dialético. Ao longo do lado esquerdo da caixa maior, do topo a até a linha inferior, escreva tese, antítese, esíntese. Observe que as fases são representadas em maiúsculas e as subfases a cada fase estão representadas em letras pequenas.
(Deus, pais, nação…)
Conservador
Progressista
“Tradicionalismo”
“Transicionalismo”
“Transformacionalismo”
“PRIMEIRA CAUSA”
“Interrogação de Tese”
“Controle do Ambiente
“Resultado Desejado do
“Porque eu digo assim”
para a Construção
Aprendizado por
de Relacionamentos”
Toda a vida”
TESE
ANTÍTESE
SÍNTESE
(fatos) tese
POSIÇÃO
NEGAÇÃO
DETERMINAÇÃO
(sentimentos) antítese
DEFINIÇÃO
CONFLITO
CRIAÇÃO DE NECESSIDADE
(argumentação) síntese
AUTOPERCEPÇÃO
RESOLUÇÃO
CAUSA
TESE

A primeira fase, TESE, lida com como o indivíduo resolve as diferenças com os outros em um cenário de grupo. Chamo essa fase de “A INTERROGAÇÃO DA TESE”. Essa fase é nada mais que uma interrogação da posição da pessoa concernente a uma questão social. Isso é feito para ajudar o facilitador a selecionar quais perguntas vão mais eficientemente derrubar a confiança das pessoas em suas posições.

tese—antítese—síntese

As três linhas sob a primeira coluna, TESE, representam as três primeiras subfases de diaprax. A primeira linha, tese, representa a POSIÇÃO de uma pessoa, concernente a questão social discutida pelo grupo. A segunda linha, antítese, representa a DEFINIÇÃO que o indivíduo faz de sua posição. A terceira linha, síntese, representa aAUTOPERCEPÇÃO da pessoa de que, uma vez que ela não pode definir sua posição claramente, esta não deve ser sua, mas a de outra pessoa, que lhe foi imposta. Isto prepara os indivíduos para a próxima fase, que os ajudará a construir relacionamentos com outros de posições ou pontos de vistas diferentes.

ANTÍTESE

Considero esta fase “CONTROLE DO CLIMA OU DO AMBIENTE para o propósito da CONSTRUÇÃO DE RELACIONAMENTO”. É aqui que mudanças importantes acontecerão na pessoa e no grupo. É aqui que as dinâmicas de grupo entram no jogo, que fazem com que cada um sinta ser necessário contemporizar as regras estabelecidas ou os padrões (reajuste das posições) para manter a aceitação no grupo e criar a coesão.

tese —antítese—síntese

As três linhas sob a segunda coluna, ANTÍTESE, representam as três próximas subfases de diaprax. A primeira linha, tese, representa a NEGAÇÃO DAS NEGAÇÕES de cada indivíduo. É o direito dado a cada indivíduo de dizer não aos “Não farás isto” imposto a eles pelos outros. Isso ajuda o indivíduo, agora não mais limitado por padrões pré-estabelecidos de certo e errado, a livremente escutar as posições dos outros membros do grupo. A segunda linha, antítese, representa a subfase de CONFLITO do processo que se desenvolve quando as pessoas tentam definir e esclarecer (contemporizar) suas posições entre si. E a terceira linha, síntese, representa a MEDIAÇÃO ou RESOLUÇÃO DE CONFLITO que precisa ocorrer para que haja consenso no grupo com relação à possível solução da questão social que está sendo discutida.

SÍNTESE

Considero esta fase “O RESULTADO DESEJADO” de diaprax, que é a “EDUCAÇÃO CONTÍNUA, AO LONGO DE TODA A VIDA”. Qualquer participante da diaprax, nesta fase é um agente de mudança, um facilitador propagando o processo para todas as pessoas que encontrar, para ajudá-las a se livrarem do cativeiro do “não farás isto”, das restrições definidas por Deus, para ajudá-las a se tornarem agentes de mudança e darem prosseguimento ao processo de mudança. Este é o resultado desejado para os processos transformacionais da Educação Progressiva (Pragmática), do programa Gerenciamento da Qualidade Total, do programa Escola Para o Trabalho, e da ONU. Isto é “Educação Contínua, ao Longo de Toda a Vida”

tese—antítese—síntese

As três linhas na terceira coluna, SÍNTESE, representam as três últimas subfases de diaprax. A primeira linha, tese, representa cada pessoa, agora infectada por diaprax,DETERMINADA a viver no processo de pensamento de grupo e continuar a expansão do processo e envolver outras pessoas. A segunda linha, antítese, representa cada pessoa que aceita o conflito como uma parte NECESSÁRIA da vida. Nesta subfase cada pessoa está realmente disposta a enfrentar os problemas pessoais e sociais como um modo de vida. Em vez de aceitar um mundo preto e branco, com suas respostas absolutas, certas e erradas, elas agora buscam um mundo cinzento em que a mudança torna-se absoluta, a verdade torna-se relativa e o desvio torna-se a norma. De acordo com o processo, para que a humanidade conviva em harmonia, então será necessário que todo o mundo desenvolva essa mesma atitude ou maneira de pensar.
“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” [Isaías 55:7-9].
Na última linha, e subfase final, síntese, cada pessoa deve vir a compreender que a CAUSA para seu ser é o processo de raciocínio. Que é por meio das técnicas de raciocínio de alta ordem, experimentadas em diaprax, que a busca pela harmonia e paz mundial será realizada. O pensador de mais alta ordem então deve ser capaz de reconhecer seu propósito de vida: salvar o homem de seu modo de pensar de baixa ordem divisivo, “odioso” e cheio de preconceitos. Ele saberá como fazer isso pelo processo de facilitação ediaprax, sendo capaz de levar os outros à sua auto-realização — sua liberdade. Nesta fase final o indivíduo, antes obediente, fundamentado em fatos e de estrutura tradicional, torna-se um facilitador ou agente de mudança, determinado a “ajudar” os outros a entender que “a experiência da vida é a contemporização”, que só pela unidade cósmica a paz poderá eventualmente ser estabelecida.

Diaprax e Fatos

Parece haver uma correlação entre os significados dos fatos, o quanto a pessoa acredita ou se fundamenta em fatos, e sua posição dentro do processo. Na medida em que alguém se afasta de sua posição original, em que os fatos são absolutos (fé), em direção à outra extremidade do espectro, os fatos tornam-se relativos. Na medida em que o processo leva uma pessoa de sua 1) posição original, em que os fatos são mais importantes, TESE/tese, a uma condição em que ela 2) sente ressentimento em relação a eles, uma vez que eles se interpõem à sua aceitação e às suas novas amizades, ANTÍTESE/antítese, ao ponto em que ela é 3) capaz de justificar a mudança deles, por meio da “capacidade de raciocínio”, quando eles não se ajustam ou não ajudam a melhorar os relacionamentos humanos, SÍNTESE/síntese, os fatos tornam-se triviais. Qualquer um nesta fase de transformacionalismo vê a pessoa que defende sua posição com fatos, o tradicionalista, como ignorante, tacanho, irracional, ofensivo, ou cheio de ódio, dependendo de sua persistência no uso dos fatos.

Os fatos tornam-se menos importantes à medida que a pessoa se move de sua posição original TESE/tese, para baixo no diagrama, onde ela compreende que os fatos causam ansiedade quando se interpõem à aceitação e respeito por parte dos outros, TESE/síntese. Os fatos perdem sua importância ainda mais à medida que a pessoa se move de sua posição original, TESE/tese, passando pelo diagrama até onde cada um agora está determinado a focalizar os fatos apenas para praticar a capacidade de questionamento, SÍNTESE/tese. Finalmente, quando a pessoa chega ao canto mais distante do diagrama (o canto inferior direito) SÍNTESE/síntese, os fatos tornam-se relativos, sempre abertos à interrogação, mutáveis, instáveis e inconfiáveis. Neste ponto qualquer pessoa que confie totalmente em fatos é vista como alguém que necessita de muita ajuda, uma vez que não pode se adaptar e recusa-se a se ajustar a um “mundo em rápida transformação”. Se essa pessoa não mudar (ela não pode ser ajudada), então não se deve permitir que ela ocupe uma posição de influência na comunidade, e possivelmente, nem mesmo no lar (É aqui que a frase “É necessário uma aldeia para criar uma criança” entra em uso).

Identificando os Resistentes aos Fatos

Isto deveria ser uma compreensão do grau de resistência que os transformacionalistas têm com relação aos fatos. A resistência com relação aos fatos relaciona-se diretamente com a resistência com relação a ouvir o que se deve fazer, uma vez que ouvir o que fazer é ter de obedecer a um fato, sinta-se a pessoa bem com ele ou não. Pode-se dar fatos a alguém na fase tradicional de pensamento e, com certa capacidade de expressão, convencer a pessoa da validade do fato. Os que promovem a Teoria da Evolução recusam-se a ver os fatos que diretamente refutam a teoria e, portanto, para evitar a realidade, usam o raciocínio dialético. Eles acabam dependendo de figuras desenhadas à mão ou geradas por computador para promover e defender sua causa, pois imagens ou evidências reais não existem. O que os evolucionistas fazem com os fatos é justificado de acordo com sua maneira dialética de pensar. Se os fatos, de acordo com o processo, não são confiáveis, então eles não são necessários para apoiar a posição de alguém.

A Fase da Indiferença

Aqueles que participam do treinamento de diaprax e estão na fase de transição do processo tenderão a ficar indiferentes ou impassíveis quando confrontado com fatos. Lembre-se que eles estão na fase em que o temor pela perda de respeito está diretamente relacionado a quão rigidamente alguém se prende aos fatos. Portanto, quaisquer fatos novos causam tensão, especialmente quando apresentados com persuasão lógica, clara ou com autoridade e, portanto, como um mecanismo de defesa, o indivíduo resistente a fatos tende a se fechar internamente. O único meio de levar fatos a esses indivíduos é restaurar a confiança de que receberão apoio ou suporte por se firmarem em uma posição baseada em fatos. Isto será difícil de fazer, uma vez que eles ainda estão sendo expostos ao ambiente de lavagem cerebral de diaprax, em que o medo subconsciente de alienação está sendo alimentado.

A Fase “Vamos Concordar em Discordar”

Ao tempo em que a pessoa entra na fase transformacional do processo, ela se torna madura ao ponto em que pode tranqüilamente dialogar fatos com uma pessoa de pensamento tradicional, exceto que ela não continuará nisso por muito tempo se a pessoa tradicional persistir em sua posição. A única intenção dela é achar falhas no argumento das outras pessoas para então despedaçar a confiança delas. Se elas não conseguirem abalar a confiança da pessoa tradicional em seus fatos, e a pessoa tradicional continuar a apresentar fatos, o indivíduo transformacional abandonará temporariamente o encontro que ele facilita, e voltará quando os fatos tiverem sido todos apresentados e o apresentador tiver terminado, ou então encerrará a reunião, vendo que perdeu o controle do ambiente favorável a diaprax.

O sinal seguro de que um transformacionalista está irritado é quando ele diz, “Bem, todos temos direito a uma opinião.” O que eles estão tentando fazer é baixar sua posição até o nível da deles (neutralizando-a) e inflar o próprio ego, controlando o fim da conversa. Os cristãos precisam compreender que a posição de Deus não é uma opinião, é um fato. Como diaprax revela, tudo o que o homem tem são opiniões quando ele não aceita a Palavra de Deus como sua posição. Satanás é opinião, Deus “É” (posição). As opiniões estão estruturadas em sentimentos e, portanto, são relativas; as posições são estruturadas com base em fatos e, portanto, são absolutas. Os transformacionalistas não têm uma posição verdadeira e duradoura; eles têm apenas opiniões que podem ser “… levadas em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” (Efésios 4:14) Quando os cristãos tratam a posição de Deus, que reivindicam como sendo sua, como uma opinião que pode ser dialogada, eles negam a própria fé.

Outra das respostas favoritas usadas pelos transformacionalistas para ganhar o controle é: “Bem vamos apenas concordar em discordar.” A frase “concordar em discordar”, como a frase “diversidade na unidade” é somente outra definição da dialética. Se aceitar qualquer uma delas, você caiu na armadilha da diaprax. Você concordou com eles que a dialética é sua estrutura mental. Deus não aceita qualquer uma dessas frases. Ele demonstrará seu desprezo por diaprax e por suas frases no dia da Batalha do Armagedom e outra vez no Juízo Final.

Os transformacionalistas não suportam estar cercados por fatos absolutos por muito tempo. É por isto que as Escrituras nos instruem a:

Sujeitai-vos, pois, a Deus (esteja firmado nos fatos, neste caso por meio da fé na Palavra de Deus),

Resisti ao diabo (permaneça firmado nos fatos, irredutível, recuse o diálogo e a contemporização. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” [Efésios 6:11],

E ele fugirá de vós. (o demônio odeia fatos, pois é o “pai da mentira” [João 8:44], como as opiniões e pontos de vista estritamente mundanos.) [Tiago 4:7-8].
Lembre-se ele só partirá por um tempo, mas partirá. O único problema com isso é que se ele tem o controle completo sobre o ambiente da pessoa que está sob interrogação, essa pessoa está lá para uma experiência de prisioneiro de guerra — o destino de todo o mundo que passa pela Educação Progressiva (Pragmática), o Gerenciamento da Qualidade Total ou o programa Escola Para o Trabalho.

Edgar Schien e Warren Bennis pesquisaram como os comunistas fizeram lavagem cerebral nos soldados americanos. Esses homens, e outros como eles, procuraram compreender como poderiam usar “de forma mais humana” esse processo nos estudantes norte-americanos. O controle do ambiente é a chave para o êxito. Contanto que haja um elemento na comunidade que mantenha os valores tradicionais você pode ter alguma esperança de resistência, desde que eles venham ao seu auxílio. Caso contrário, então tudo está perdido, pelo menos quanto às coisas deste mundo.
“Entretanto, porque eu chamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR: Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos. [Provérbios 1:24-31].
Diaprax e os Sentimentos

Quando alguém segue a “cruz” da ANTÍTESE, encontra uma vida controlada e manipulada por sentimentos, até mesmo nas habilidades de raciocínio de mais alta ordem dediaprax. Do início ao fim da fase de ANTÍTESE, o indivíduo primeiro é preso em um conflito pessoal interno de sentimentos, depois em um encontro de grupo de externalização desses sentimentos e, finalmente, um senso de alívio, de que a tensão foi retirada por meio da contemporização (remediação). Como descrito anteriormente, esta é a fase mais dolorosa e de maior modificação comportamental e aflitiva de diaprax. Ninguém pode permanecer nesta fase por muito tempo sem sucumbir à contemporização que ela exige, ou então afastar-se. A dor emocional é grande demais (dissonância cognitiva).

Se alguém segue as subfases de antítese do processo em cada fase, encontra a primeira fase, TESE, uma experiência bastante desconfortável, mas a próxima fase daANTÍTESE é totalmente traumática, especialmente se eles se recusam a abandonar sua posição original. Pela fase SÍNTESE, não há nada em que se segurar, a defender como fato, de modo que as emoções são aplainadas e reina a ambivalência. Você simplesmente não pode estar nesta fase e ao mesmo tempo depender de uma posição absoluta, exceto talvez o processo de diaprax, e mesmo então muitos psicólogos sociais, pela necessidade de cultuar a mudança, declaram que existem novos e mais elevados processos, que ainda não foram descobertos. Eles acreditam que a evolução da própria mudança precisará avançar ou, como disse Nietzsche, “Não existe absolutamente absoluto algum.”.

A lavagem cerebral é uma grande parte das últimas duas fases. Na primeira “taxonomia” de Bloom (cognitivo) ele realça a avaliação como a fase final para cada ciclo do processo. O que ele não consegue compreender é que não é possível ser verdadeiramente objetivo na fase final. Todos que passam pelo processo têm de passar pelo coração dele, estimando, no caso, seu livro do “domínio afetivo”, onde eles têm de experimentar o temor de rejeição pelos outros para, “por vontade própria”, buscar a mediação. Portanto, qualquer resultado é distorcido, todos os fatos são torcidos para manter os relacionamentos humanos no processo (temor subconsciente, o espírito do medo). Deus não nos deu este espírito de temor [2 Timóteo 1:7].

Os psicólogos sociais podem pensar que são capazes de avaliar onde quer que estejam, mas na realidade não podem. A emoção de ter de admitir que eles estejam errados, quando um fato é apresentado que refuta o processo em si, faz com que eles o tratem como uma hipótese, para redefini-lo para que ele então não seja mais um fato. Eles usam o processo dialético para transformar cada fato que aparece diante deles. Essa é a única maneira de eles poderem lidar com os fatos.

A Humildade “Diapraxada”

Uma avaliação precisa nunca ocorre da forma como vemos nas ciências exatas. É por isso que, mesmo quando reconhecem o padrão de fracassos em seu processo, eles se recusam a reconhecer o erro de sua prática. Eles estão dominados pela ilusão de estarem no controle da situação, pela sensação de autoconfiança e, portanto, são forçados a negar que não podem sair do processo quando quiserem. O orgulho os impede de admitir isso e de buscar ajuda de quem poderia ajudar, uma pessoa de “ordem inferior”, baseada em fatos, com mentalidade tradicional, que acredita na autoridade superior de Deus. A verdadeira humildade não é uma característica dos “intelectuais”. Eles só submetem a humildade à diaprax para satisfazer seus egos. Eles buscam somente a auto-exaltação (a auto-realização).

Uma vez que todos sob a influência da diaprax refletem a atitude de Lúcifer da auto-exaltação “Eu irei” (Isaías 14:12-16), e não a atitude de Jesus Cristo de submissão “Tua vontade” (Marcos 14:36), quaisquer atos de humildade da parte deles revelam apenas a busca da satisfação pessoal. A rebelião deles contra a autoridade de Deus e à Sua Palavra os impede de expressar ou experimentar a autêntica humildade, mesmo quando tentam expressá-la no contexto de seu propósito de satisfazer às necessidades sociais e pessoais dos outros (leia Mateus 7:21-23 e Lucas 13:24-28 em conexão com Mateus 25:31-46). “Humilhai-vos pois debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.” [1 Pedro 5:6].

Quando amigos voltam de períodos de três dias de treinamento em “Gestão da Qualidade Total” (TQM), “Educação Progressiva (Pragmática), ou do programa “Escola Para o Trabalho”, eles freqüentemente reagem como descrito acima. Quando você os confronta com questões que envolvem fatos, eles se sentem incomodados e tornam-se evasivos. Eles podem até mesmo se afastar se você insistir. Sem se dar conta, eles estão em sério perigo, e é muito provável que se recusem a reconhecer ou mesmo a admitir isso. Se um número considerável de líderes tomarem parte nesses encontros, você, sua família, e sua comunidade estarão em sério perigo. Ninguém deveria participar emdiaprax, para não expor suas convicções ao perigo.

Diaprax e Raciocínio

A fase final do processo, SÍNTESE, consiste de uma singular idéia de combinar fatos e sentimentos em prol da paz mundial — a unidade cósmica. O objetivo é amenizar as diferenças existenciais no que diz respeito às convicções que dificultam as relações humanas, como a necessidade de sermos aceitos pelos outros. À medida que se avança emdiaprax, nota-se que o objetivo do processo é fazer a vida tomar sentido. Já que fatos e sentimentos geram conflitos existenciais, então a argumentação é vista como o único meio pelo qual a harmonia e a paz podem ser alcançadas. Embora aqueles que promovam esse método de argumentação o considerem “científico”, ele é científico apenas na estrutura, quando aplicado às ciências naturais, ou exatas. Quando aplicado à Psicologia Social, ele se torna ciência “subjetiva”, ou a “falsamente chamada ciência”. [1 Timóteo 6:20].

O comportamento nunca foi categorizado com precisão, apesar de todas as tentativas de fazer isso. Conseqüentemente os psicólogos sociais admitem usar um método próprio das ciências exatas e aplicá-lo ao ser humano. A dedução lógica é que eles classificam o homem como algo material. Uma vez que o homem é mais que isso, o método é inadequado como ferramenta de avaliação. Antes de tudo, deve-se compreender que o método “científico” de diaprax não passa de um meio fraudulento de redefinir o homem como nada mais do que um animal cósmico. Tendo essa finalidade, o processo, como está sendo aplicado, reduzirá a humanidade apenas à condição de animais. A exceção no caso, é que se trata de um animal pensante que pode justificar os meios que usa para satisfazer suas necessidades de relacionamento pessoal e social em seu mundo terreal.

Aqueles que são dominados por diaprax acabam admirando a habilidade de justificar seu comportamento diante da responsabilidade pessoal, pois pensam que podem “racionalmente” responsabilizar qualquer pessoa em posição de autoridade por todos os problemas e fracassos pessoais. Eles cultuam a igualdade de oportunidade porque, em sua opinião, acreditam que podem assumir qualquer posição (Deus) quando, na realidade, não podem (realidade virtual). Eles cultuam a classe social porque pensam que podem justificar seu descontentamento com todos (Deus) que se põem em seu caminho como opressores. E eles cultuam a mobilidade social porque, de seu ponto de vista, acreditam que são o caminho, a verdade, e a vida (Deus). Eles adoram sua própria sabedoria, sua matriarca Sofia do gnosticismo, sua Mãe Terra, porque em sua mente, acreditam que todo o mundo poderá se voltar para a autoridade de Deus e da Sua Palavra para procurar entender o sentido da vida, se eles não fizerem algo a respeito rapidamente. Este é o raciocínio de diaprax; é o espírito do Anticristo.

O medo da rejeição é a causa de tudo isso, o ressentimento do homem com relação àquele em autoridade que causa isso. Quando alguém teme ser rejeitado pelo homem, Deus sempre se tornará objeto de ressentimento. Isto se deve ao nosso ressentimento em relação às coisas (as leis de Deus, Sua exigência de fé e obediência, e Sua posição imutável quanto ao pecado) que dificultam o desenvolvimento de relacionamentos com aqueles que admiramos ou de quem queremos nos aproximar, que defendem e seguem um ponto de vista contrário.

Quando a separação de Deus é desfeita em Cristo, o homem recebe Seu Espírito de poder, amor, e uma mente sã. No momento em que a oposição do homem a Deus acaba, sua oposição ao mundo começa. Temos de escolher entre Deus ou o homem. Não há outra escolha possível. Quando o desenvolvimento das relações humanas torna-se a preocupação principal em qualquer ministério, esse ministério não está mais servindo a Deus.

A Sessão Diaprax

(Referencie o diagrama no fim deste livreto)

Analisando o processo dialético com suas fases TESE, ANTÍTESE, SÍNTESE, e suas três subfases (nove fases ao todo), podemos observar a série de perguntas que são usadas para produzir a mente estritamente mundana e de Nova Era de diaprax.

TESE

Fase 1: A INTERROGAÇÃO DA TESE. “Por que você está se sentindo assim?”

TESE—tese

Subfase 1: DECLARAÇÃO DA POSIÇÃO. O início do processo de “interrogação”. O agente de mudança torna-se conhecedor da sua posição a respeito de uma questão social.

“O que você pensa sobre…?” (Cognitivo)
“Como se sente com relação a…?” (Afetivo)

Após o facilitador fazer uma breve introdução cordial e envolver os membros do grupo em um diálogo até certo ponto animado e informal, ele inicia o processo de interrogação com perguntas formuladas. Quando o facilitador diz: “Não se preocupe com suas respostas. Isto é apenas um exercício, simplesmente solte-se e participe. Ninguém tem a intenção de prejudicá-lo, estamos aqui para nos ajudar mutuamente. Este exercício não está sendo gravado” Não acredite nele. Tudo está sendo gravado. Alguém, em algum lugar, está observando você. Os dados de seu comportamento estão sendo registrados por um observador incógnito, quer você saiba ou não. Seu comportamento está sendo registrado, se não em fita magnética, pelo menos em anotações, ou na cabeça de alguém, para ser escrito depois. Em um encontro posterior dos líderes dos grupos e os agentes de mudança, esses dados serão usados para analisar seu comportamento no exercício. Em uma sociedadediaprax todos estão sendo constantemente analisados, até mesmo o facilitador.
TESE—antítese

Subfase 2: DEFININDO SUA POSIÇÃO. O agente de mudança inicia com perguntas como:”Você poderia explicar isto melhor?”
“O que você quer dizer com…?”

Usando um ambiente controlado para fomentar o interesse do grupo a respeito de uma questão social, o facilitador precisa antes estimular a harmonia com cada participante. Ele consegue isso pedindo, inicialmente, que cada indivíduo defina com mais clareza seus termos, para que ele possa compreender melhor o ponto de vista de cada um. Ele usa esta fase para ativar o desejo de respeito que cada indivíduo deseja ter do facilitador, bem como o respeito desejado dos demais participantes com relação ao seu ponto de vista. Uma vez que isso aconteça, a posição do indivíduo está em risco.
TESE—síntese

Subfase três: CONHECENDO A SI MESMO e “DIREITOS INDIVIDUAIS”.

O início da atitude “Tenho meus direitos”. Libertação daqueles que estabelecem normas sociais restritivas, que limitam a igualdade de oportunidade. A síndrome opressor-oprimido está agora sendo estimulada.

“Como você acha que chegou a esta visão?”
“Por que você acha que está se sentindo assim?”

É nesta subfase que o indivíduo percebe de onde vem sua inquietação, ao desejar fazer parte de um novo grupo. Essa inquietação é causada pelo medo de ser rejeitado pelo novo grupo caso não justifique satisfatoriamente as normas e restrições que lhe foram impostas pelos pais, pelas leis, por Deus, etc. O propósito dediaprax é encorajar o indivíduo a “pensar por si mesmo” e perceber que tem o direito de questionar as normas ou os padrões que atrapalham as novas experiências sociais.
ANTÍTESE

Fase 2: O AMBIENTE PARA A CRIAÇÃO DO RELACIONAMENTO DO GRUPO “Você levou em conta as alternativas?”

ANTÍTESE—tese

Subfase 4: REJEITANDO AS PROIBIÇÕES.

O agente de mudança deve iniciar o processo de construção de relacionamentos ou pensamento de grupo com perguntas que ajudem a libertar os participantes, para que eles possam perceber as mudanças e as diferenças entre si. Isto é feito com perguntas como:

“De que outra forma isto poderia ser tratado?”
“Quais são as alternativas para o seu ponto de vista?”

Todos os participantes precisam sentir que têm o “direito” de dizer NÃO a todos os mandamentos e determinações do tipo “Você não pode fazer isto”, “Você está proibido de fazer aquilo”, que foram estabelecidos pelos pais, por Deus, ou por experiências anteriores. Para que todos se sintam à vontade para participar da experiência de convivência em grupo e estejam dispostos a experimentar a “diversidade na unidade”, aprendendo a “concordar com discordar” em prol da harmonia social, eles precisam se mostrar dispostos a colocar de lado qualquer preceito que impeça ou restrinja o diálogo. Os Dez Mandamentos serão definitivamente reinterpretados (humanizados), ou ignorados, por não admitirem diaprax — comportamento humano tortuoso.
ANTÍTESE—antítese

Subfase 5: CONFLITO. A análise das conseqüências que as alternativas podem trazer começa com perguntas do tipo:

“Qual seria o resultado se…?”
“Que efeito isto teria sobre…?”
“Quais seriam as conseqüências?

O conflito é o resultado da experiência de definição e redefinição que está ocorrendo dentro do grupo e entre cada participante enquanto cada um tenta manter o respeito aos olhos do grupo e intensificar a coesão grupal. A busca pela criação de um terreno comum necessário para o consenso do grupo impele todos os participantes a avançarem neste momento de dissonância cognitiva, em que as opiniões e pontos de vista divergentes são compartilhados e apresentados por todos, ao mesmo tempo em que eles superam o elemento de culpa por terem questionado a posição original. Enfrentamento, portanto, torna-se palavra de ordem para o processo de conduta de cada indivíduo à medida que ele se dispõe a satisfazer as necessidades pessoais e ao mesmo tempo atender às necessidades sociais. Este é o âmago da fase de dependência das necessidades de relacionamentos sócio-pessoal de diaprax.
ANTÍTESE—síntese

Subfase 6: MEDIAÇÃO ou RESOLUÇÃO DE CONFLITO. Uma subfase que segue imediatamente após a subfase 5, com perguntas do tipo:

“O que é melhor, mais desejável, ou mais prático?”
“Por quê?”

Desenvolver a capacidade de mediação ou de solução de conflitos é o objetivo de todo este exercício de “dinâmica de grupo”. Portanto, os absolutos precisam ser sacrificados para o bem da harmonia social. De acordo com diaprax, a única coisa absoluta é a mudança, a única coisa relativa é a verdade. É neste ponto que a mudança de paradigma da Nova Era realmente se revela, pois não há mais “retorno às origens” neste processo, o que significa que não haverá mais nenhum vínculo com os padrões estabelecidos pelos pais ou por Deus no que diz respeito ao certo e ao errado.

Fase 3 — SÍNTESE: “APRENDIZADO POR TODA A VIDA”. Tornando-se um agente de mudança em tempo integral.
SÍNTESE—tese

Subfase 7: DETERMINAÇÃO DE CONTINUAR COM DIAPRAX.

Cada participante do pensamento de grupo agora se dispõe a cooperar para que outros conheçam este processo de pensamento de grupo. Ao atrair outras pessoas para o ambiente de diaprax, eles podem levá-los a tomar consciência de suas próprias necessidades de dependência sociais e pessoais. Os participantes do pensamento de grupo, nesta subfase, podem contribuir para facilitar o processo com perguntas do tipo:

“O que você pensa sobre…?”
“Como se sente sobre…?”

Nesta subfase o indivíduo de “mente-transformacional” ou com “pensamento de grupo” está determinado a ativar o processo de diaprax em outros indivíduos ou grupos que “ainda possuam” uma mentalidade “tradicional” ou “transicional”. Eles estão determinados a produzir mais pensadores de ordem superior para a causa da harmonia e da paz mundial. A remediação resulta na “habitualização” do processo.
SÍNTESE—antítese

Subfase 8: EXIGÊNCIA.

Para que todos desenvolvam “baixa intolerância à ambigüidade” e se adaptem a uma vida vivida na “zona cinzenta”, tudo para o bem da sociedade, eles precisam aprender a aceitar o caos, a mudança, e a lidar com o estresse como um estilo de vida.

O agente de mudança individual, convencido da necessidade de mudança, agora acredita que é necessário que todos aprendam a lidar com o estresse em um ambiente de caos. Como a fase de “transição” requer o conflito no grupo, para que o respeito individual seja preservado e a coesão do grupo seja desenvolvida, então será necessário que todos aprendam a conviver com o caos da mudança.
SÍNTESE—síntese

Subfase 9: A IMPLICAÇÃO É O RESULTADO DO EFEITO.

A síndrome da carruagem na frente dos cavalos. Diaprax: O ímpeto dialético para a união por meio do uso controlado da dissonância cognitiva, no ambiente da práxis. (Tradução: Lavagem cerebral realizada pelos psicólogos sociais: A ciência de desenvolver e utilizar a ansiedade da alienação, encontrada naturalmente nas pessoas, para sintetizá-las por meio do uso da antítese ou confusão, em um laboratório tecnologicamente projetado do “mundo real”, ou Nova Ordem Mundial: O uso sócio-psicológico do medo para guiar as pessoas para o propósito de dominação global.).

De acordo com Hegel, “O que é racional é real, e o que é real é racional.” É, portanto, o ambiente real que produz ou desenvolve as mentes racionais e é a mente racional que está disposta a reconhecer o mundo real. Diaprax rejeita o mundo da causa e efeito, que determina resultados imediatos como “Você deve sempre fazer isto, se quiser que aquilo sempre aconteça.”.

Segundo aqueles que utilizam diaprax, causa e efeito são irracionais. Causa e efeito requerem fé em uma ordem mundial pré-estabelecida e em resultados fixados anteriormente à experiência humana, que não podem ser justificados em um mundo sem ordem. De acordo com diaprax, a mente racional e o mundo real precisam ser vistos como efeito e causa. Eles acreditam que o efeito de apresentar uma situação do mundo real para que as pessoas aprendam a se relacionar entre si (controle do clima ou do ambiente) produzirá o comportamento racional (o resultado desejado), desde que ele seja apropriadamente facilitado. Conseqüentemente, eles acreditam que o efeito de ensinar as pessoas a confiar e obedecer a uma cosmovisão irreal, causará apenas comportamento irracional.

De acordo com diaprax, efetivar uma verdadeira cosmovisão (diversidade) é criar uma mente racional (a busca pela unidade). O resultado desse tipo de mentalidade é a crença de que a unicidade cósmica é o objetivo da vida, a mais real e mais racional forma de viver. Segundo esses promotores de diaprax, qualquer um que nãoesteja buscando soluções para os problemas do mundo com as técnicas de pensamento de ordem elevada é considerado irracional e nunca deve ocupar uma posição de influência onde possa “contaminar” a próxima geração com sua forma de pensamento de “baixo nível”.

Portanto, de acordo com diaprax, já que o mundo real está mudando, a mente racional deve também ser adaptável às mudanças. Esse é um raciocínio cíclico para os cristãos, uma vez que a solução para os problemas do mundo, de acordo com esse processo, somente pode ser resolvido com um pensamento mundano, e é o pensamento mundano, de acordo com esse processo, que reconhece os problemas mundiais. Conseqüentemente, de acordo com esse processo, qualquer pensamento que não seja terreal não pode ser racional; somente aquilo que é terreal pode ser real. Tudo está estritamente vinculado a este mundo.

Os indivíduos podem agora justificar sua conduta de acordo com regras e padrões ambíguos criados com diaprax. Eles acreditam que são capazes de resolver os problemas sociais e pessoais, porque sabem como pensar sozinhos de uma maneira que não irá afligir o resto da humanidade, mas ao contrário, que irá ajudá-la a alcançar a união mundial. Suas definições sempre serão direcionadas em satisfazer às necessidades sociais e ao pensamento de grupo, não às necessidades de uma autoridade de mente absoluta, seja Deus ou o homem. O propósito da vida torna-se agora fazer a humanidade conviver racionalmente bem consigo mesma, e não fazer a humanidade obedecer a Deus, aos pais, etc., porque Ele ou eles dizem que devemos agir assim.
Diaprax e a Auto-Estima — Elogios Que Insultam

A auto-estima não merecida nunca poderá satisfazer uma pessoa da mesma maneira que a auto-estima adquirida. Receber elogios que você não merece é um insulto. Diapraxinsulta todas as pessoas com quem dialoga.

Aqueles que estão no mundo de diaprax recusam-se a prestar contas àqueles que vivem no mundo real. Qualquer um no mundo real, que perceba os problemas advindos do uso da Educação Pragmática (Orientada para Resultados), do Gerenciamento da Qualidade Total (TQM) e do programa Escola Para o Trabalho, e tente obter respostas dialogando com aqueles que estão envolvidos em diaprax, logo descobre que, apesar de todos os elogios feitos com frases do tipo: “Acho maravilhoso que você tenha vindo descobrir o que está acontecendo. Você é um dos poucos que parecem realmente se importam o bastante para se envolver e nos ajudar a fazer a diferença”, eles estão na verdade sendo insultados.

Diaprax é bem sucedida porque dá àqueles que estão sob sua influência a impressão de que estão no controle. Eles não percebem que na verdade estão sendo controlados.Diaprax é como uma substância viciadora, exceto que funciona com palavras, linguagem e raciocínio. Enquanto fala uma coisa, ela faz outra. Ela “dá” algo a você que faz com que você se sinta bem, mas se você parar para analisar, vai perceber que ela lhe dá pouco ou nada. O que você está cedendo em troca é o controle sobre sua vida e o direito de usá-lo no mundo real. Diaprax simplesmente esquece de lhe dizer que você está abdicando de seu direito de controlar sua própria vida; você terá de descobrir isso por sua própria conta. Como qualquer substância que vicia, isso é difícil de ser feito quando você está sob a influência do vício.
Capacitação é apenas outro termo usado em diaprax para significar “ludibriado”.
Quando as pessoas percebem que foram dominadas pelo processo, logo descobrem que não conseguem advertir as outras porque elas ainda acreditam que controlam suas vidas. Ninguém pode lutar contra o sistema estando dentro dele. Ele não fornece um ponto adequado de sustentação para que alguém possa resistir a partir de dentro. Aqueles que assim pensam estão apenas enganando a si mesmos.

Espontaneidade e Regras

Uma grande parte de minha pesquisa me levou ao estudo do comportamento “consciente-subconsciente”. Alguns chamam esse espectro de “falsa consciência—consciência,” outros “estrutura profunda—estrutura superficial” (Essa é também a área de pesquisa que os psicólogos sociais se concentram em seus esforços para entender como usar a hipnose.) Uma suposição psicológica mantida pelos psicólogos sociais é que quando a espontaneidade de uma pessoa (a estrutura profunda, o desejo subconsciente ou “necessidade” emocional”) é estorvada (reprimida ou suprimida) por regras ou mandamentos (estrutura superficial) as pessoas criam sentimentos secretos de ressentimento que eventualmente resultarão em alguma forma de hostilidade voltada contra elas mesmas ou contra as outras pessoas. Quando esses sentimentos finalmente ganham uma oportunidade de serem extravasados, eles se tornam o dínamo que está por trás do preconceito e da discriminação.

Como a figura de autoridade, que define as regras e exige obediência e respeito, não permitirá ser usada como um escape para qualquer raiva acumulada, especialmente por parte de alguém que está sob sua autoridade, aqueles que estão sob submissão muito provavelmente projetarão sua raiva contra qualquer pessoa de fora que a figura autoritária desgoste, desse modo não somente aliviando a tensão interna causada pela submissão, mas também ganhando o favor da figura de autoridade. Os psicólogos sociais acreditam que aqui é que todos os preconceitos e discriminações se originam.

O que falta aqui é o reconhecimento da autoridade benevolente, algo que os psicólogos sociais discutem, mas se recusam a aceitar como resposta, uma vez que o problema para eles não é realmente amor e perdão, e sim a liberdade de questionar a autoridade estabelecida. Eles buscam controlar a sociedade, sem prestação de contas pessoal. Kurt Lewin e outros reconhecem que uma autoridade benevolente poderia produzir uma comunidade saudável, mas, como ainda se faz necessária a obediência a uma autoridade superior que eles não poderiam controlar, eles não podem aceitar isso como uma opção. É por isso que a Educação Pragmática (Orientada a Resultados), a Gestão da Qualidade Total (TQM) e o programa Escola Para o Trabalho não ensinam a obediência, mas sim o respeito mútuo, o máximo possível. Quem não merece respeito, de acordo com os psicólogos sociais, são aqueles que continuam a acreditar em absolutos e que resistem às mudanças.

Deus espera de nós o respeito a Ele e obediência às Suas leis; no entanto, Ele conhece nossa natureza pecaminosa que se ressente em receber ordens. Em Cristo Ele nos concede perdão para os nossos ressentimentos e desobediência e, com Seu Espírito Santo, Ele nos dá a força para dominá-los. Deus tornou possível o que o homem não poderia fazer. É por isso que os psicólogos sociais recusam-se a reconhecer uma autoridade benevolente. Fazer isso seria forçá-los a reconhecer que têm uma natureza pecaminosa e admitir sua necessidade de Deus. Eles também não querem reconhecer que Deus é o Criador.

O psicólogo social Piaget afirmou que toda vez que alguém diz a uma criança o que fazer, ou ensina uma criança, está impedindo que ela descubra por si mesma e com isso termina prejudicando-a. O que ele e outros como ele querem dizer é que a espontaneidade deve se tornar uma parte tão importante da educação quanto a coleta de informações. Regras absolutas, especialmente regras transcendentes, prejudicam a espontaneidade, uma vez que não podem ser descobertas por meio da espontaneidade.

Em diaprax, todos recebem a oportunidade de ter um papel, de se tornar espontâneos, de se livrarem das regras estagnadas de “Faça isto, não faça aquilo” inculcadas pelos pais, professores, pastores, chefes, governos, etc. É por isso que, de acordo com os psicólogos sociais, o ensino por memorização e de forma didática deve dar lugar ao pensamento dialético, de ordem mais elevada. Quando Piaget insistiu que as crianças não deveriam receber nenhuma regra até que completassem sete anos, pois somente a partir dessa idade é entenderiam as regras, é porque isso se encaixa com o padrão dialético. O que ele e homens como ele têm de superar é o fato que esse processo está errado. Se regras não forem aplicadas até os sete anos, muito provavelmente você terá uma criança indisciplinada. Isso é tolice, como até eles mesmos às vezes admitem.
“Em vez de usar métodos didáticos… os novos modelos para a correção das habilidades acadêmicas básicas… devem incorporar métodos instrucionais apropriados.” [Condições necessárias para receber as verbas da Bolsa Federal.]. Lei Federal dos EUA S.143 RS, pág. 187, linhas 21-24.
Mas os psicólogos sociais estão intoxicados com diaprax, estão possuídos pelo processo e, por algum motivo, não conseguem ver o “padrão de fracasso” que Abraham Maslow momentaneamente reconheceu. Se algum dia eles reconhecerem verdadeiramente o quão errado é esse caminho e acabarem por rejeitar diaprax, não terão mais para aonde ir, exceto voltar-se para Deus e para a Sua Palavra. É por isso que Maslow esteve em um conflito tão grande no fim; ele não queria seguir esse caminho. É por isso também que Lawrence Kohlberg, famoso pelo “dilema da jangada da vida” terminou suicidando-se. Pense um pouco, quase todas as crianças nas escolas públicas e privadas estão aprendendo ou participando de pelo menos uma das questões do dilema proposto pelo suicida Lawrence Kohlberg. Não existe esperança verdadeira e duradoura na intelectualidade rebelde de diaprax. Há somente uma total desesperança e um profundo desespero, quando não a autodestruição no fim.

Mas para aqueles que estão viciados em diaprax, o processo está sempre correto; eles acreditam que precisam apenas de um pouco mais de tempo e de mais cobaias para fazer experiências e corrigir as falhas. Uma coisa a se lembrar sobre as experiências é que a pessoa que as realiza nunca é responsável pelos resultados — mesmo que a experiência falhe — desde que ela tenha seguido os procedimentos e a experiência tenha sido aprovada pelos participantes. Apenas fique atento que nessa experiência você pode ser responsabilizado por qualquer falha por não ter feito a sua parte (não participou de reuniões de pais e mestres, do treinamento gerencial, etc.) e você pode ser culpado por quaisquer danos feitos à sociedade (desistências ou recusa em participar; em alguns países socialistas essas pessoas são chamadas de parasitas).

Se seus filhos estiverem participando dessas experiências, tenha a certeza que eles podem voltar — avariados, mas que isso não deve ser um problema uma vez que foi você mesmo quem autorizou a experiência. Você apoiou isso por meio das leis que permitiu que fossem aprovadas. Você contribuiu para isso com sua participação em atividades sociais voluntárias. Você aprovou isso ao enviar seus filhos a participarem disso. No fim, você é o único culpado. Em diaprax é assim que funciona.
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne; porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.” [2 Coríntios 10:3-5].
Quando se trata do ponto de vista de uma pessoa com relação à Palavra de Deus o cristão não pode passar pela subfase de definição de diaprax usando “Eu penso”, ou “Eu acho”, sem enfraquecer sua fé. O uso do “Está escrito” durante essa subfase pode certamente custar ao cristão o respeito dos participantes no grupo, mas é a única maneira pela qual ele pode se manter fiel à sua fé e à sua posição com relação a Deus e à Sua Palavra.

Entrar no território do “Eu penso” ou do “Eu acho” nas questões do “Está escrito” é insensatez. Muitos cristãos já caíram nessa armadilha. Existem muitas escrituras que me vêm à mente agora, mas uma em particular que se aplica diretamente à diaprax é 1 Timóteo 6:20-21. O apóstolo Paulo advertiu Timóteo para que não participasse das “oposições” (a verdadeira palavra grega utilizada aqui é antítese) “da falsamente chamada ciência, a qual professando-a alguns, se desviaram da fé” (a falsamente chamada ciência” é a referência de Paulo ao processo dialético). Mais claro que isso é impossível. Não é possível para uma pessoa participar em diaprax e manter sua fé em Deus.

Se rejeitar a Deus como a “Primeira Causa” ou o propósito de sua vida, você está condenado a uma vida de diaprax. Você baseou a causa de sua existência em sua própria sabedoria e está preso a este mundo e ao seu iminente julgamento. Você está adorando a criatura em lugar do Criador e está preso ao Aprendizado Por Toda a Vida sem ter qualquer esperança de realmente entender o que de fato é a vida.

Em diaprax, você está preso ao corrupto amor aos prazeres e não poderá conhecer o verdadeiro amor de Deus. Tudo o que você pode esperar em diaprax é uma existência vazia, embora cheia de animação. Você nunca descobrirá o descanso que o Criador de todas as coisas preparou para você em Seu Filho, mas ao contrário, ficará destinado à condenação eterna, de acordo com padrões pré-estabelecidos de Deus, como vemos em Sua Palavra. Com Deus não existe uma zona cinzenta, somente branco e preto, somente a escolha entre a vida e a morte. Essa é a única escolha que existe. Ele deixou essa escolha para você fazer.

Em diaprax você pode somente se voltar para o mundo e seus gurus estritamente mundanos (os psicólogos sociais) para fazer as perguntas cujas respostas satisfaçam às suas necessidades de relacionamentos pessoais e sociais. Essa é a única escolha que você tem caso se recuse a reconhecer seu ressentimento em relação à autoridade de Deus e também reconhecer seus pecados. Para encontrar a verdadeira e definitiva resposta para a sua verdadeira necessidade — a redenção de seus pecados e uma relação restaurada com o Criador — você precisa crer em Jesus Cristo de Nazaré, precisa ser batizado e servir de coração a Deus como Senhor e Mestre de sua vida. Se você se recusar, pode apenas se voltar para a “sabedoria” de homens caídos para fazer perguntas e obter suas respostas. Você só encontrará lá o processo satânico e destrutivo de diaprax, a ciência e a tecnologia da Nova Era (a dialética e a práxis).

Se você está nas garras do processo da “Nova Era” ou se está simplesmente sendo seduzido por ele, agora é a hora de se voltar para aquele que pode salvar, Jesus Cristo de Nazaré. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” [Atos 4:12].
“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas.” [Jeremias 2:13].

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” [Provérbios 14:12].

“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” [Isaías 55:7-9].

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” [1 João 1:5-9].

 

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